Strawberry World: [Cottage Morgan] Sala de Estar - Strawberry World

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[Cottage Morgan] Sala de Estar

#141 Membro offline   Johan Thompson

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Postou 27 julho 2010 - 09:55

Um tanto envergonhado, mas ainda assim sabendo que estava fazendo o certo, Johan foi até o quarto de Marina e a colocou com cuidado sobre a cama. Tinha que explicar para Jussara as suas razões e pedir um favor maior ainda.

- Sabe muito bem que amo Marina, amor o suficiente para ir contra Seth e seu grupo. E por isso mesmo não posso permitir que ela nos acompanhe. Não somente pelo perigo em si, mas porque ela será a futura grã-sacerdotisa de Avalon, seu lugar é aqui.

Depois de cobrir Marina com a colcha, e lhe dar um beijo de despedida, continuou a explicar para a sacerdotisa.

- Tenho que lhe pedir um imenso favor, não a acorde. Não agora. Espere algumas horas para fazer isso. Se ela acordar certamente irá atrás da gente. E acredite se aparecer próximo ao Rochester, não só certamente será aprisionada, como colocará toda nossa missão em risco.
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#142 Membro offline   Jussara

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Postou 28 julho 2010 - 09:50

- Não posso fazer isso Johan, mas prometo tentar mostrar para ela que não adianta seguir vocês. Vai ser a escolha dela. Mas posso esperar meia hora para terem tempo de sair. Entendo hoje, depois de ter meus filhos a necessidade de proteção que vocês tem. Mas não a forma como agem.

Jussara não deixou de olhar para o marido, lembrando-se das muitos erros que Guilherme tinha feito ao longo do relacionamento dos dois. Esperava mesmo que Johan não fizesse as mesmas coisas. Ela e Guilherme só estavam juntos porque se amavam muito, pois muitas coisas tinham passado juntos.

- Se eu pudesse eu iria junto, entendo perfeitamente a vontade de Marina, ainda mais sendo o pai dela quem vocês vão buscar. Mas eu e ela temos outras responsabilidades no momento e somente por isso, vou permitir que saiam sem que ela seja acordada. Não vai ter como segui-los, já que o esconderijo dos siths é imapeável, e somente você poderá ir, Johan.

Deixando a prima adormecida em seu quarto andou até a sala onde encontrou o marido, tenso como antes de uma batalha. Reconhecia a tensão em seus ombros e em seus olhos. Ambos sabiam o quanto era perigoso o que iam fazer, mas que era necessário também. Foi até ele e o beijou até sentir falta de fôlego. Era um beijo que não acabava mais, e ela queria muito ter o poder de impedir que o mal dominasse o mundo, e ao mesmo tempo proteger todos seus entes queridos.

Quando o beijo terminou, viam-se lágrimas em seus olhos. Abaixou os olhos para que ele não visse que estavam chorando, mas não conseguiu resistir de olhá-lo mais uma vez.

- Nunca se esqueça que o amo mais que tudo no mundo, volte, pois preciso de você...
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"O ser humano tem até de experimentar o amor, para que
compreenda bem o que é a amizade." (Nicolas Chamfort)
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#143 Membro offline   Guilherme MacSedge

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Postou 06 agosto 2010 - 04:32

Foi com sentimento de culpa, além do amor, é claro, que Guilherme beijou Jussara com paixão. Ele não queria assustá-la do quão perigoso poderia ser essa missão, muito mais que o tempo que passou indo em paraísos fiscais confiscando os bens de Seth. Ele e Johan tinham todas as possibilidades de saírem mortos dessa empreitada. Mas ele sabia que precisava fazer algo, principalmente depois da informação que o elfo tinha dado. Mas mesmo assim foi incapaz de mentir para sua esposa, quando o beijo terminou, fez um carinho em seu rosto e disse em voz baixa.

- Os siths atacaram South Somerset, mataram muita gente, e muitas casas foram destruídas... A situação está cada vez mais complicada, uma grande e definitiva batalha está se aproximando, e acho que nós dois temos papel definitivo nele.

Pensou melhor e decidiu não contar sobre o que pretendia fazer no castelo dos siths além de libertar Jean Peterson. Nem tampouco da possibilidade que tinha de morrer. Ou melhor, era necessário se despedir adequadamente, pelo menos isso.

- Se eu não voltar... lute por mim. E deixe nossos filhos seguros, não os deixe sair de Avalon que será o lugar mais seguro até tudo isso acabar... viu as lágrimas nos olhos da esposa mas continuou.- Vou fazer de tudo para sobreviver, mas temos que contar com essa possibilidade. Aumentem as defesas de Avalon, ou a próxima batalha será aqui.

Com um último beijo virou-se foi na direção do local em que a canoa estava atracada. Fazer isso foi a coisa mais difícil que fazia na vida. Seria muito mais fácil simplesmente ficarem em Avalon e não enfrentarem Seth. Mas o fato de ser mais fácil não queria dizer que era o certo a fazer. E Seth precisava ser detido antes que ficasse tão poderoso que ninguém mais conseguiria detê-lo.

to be continued
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#144 Membro offline   Jussara

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Postou 28 agosto 2010 - 04:56

Foi com sentimento de culpa, além do amor, é claro, que Guilherme beijou Jussara com paixão. Ele não queria assustá-la do quão perigoso poderia ser essa missão, muito mais que o tempo que passou indo em paraísos fiscais confiscando os bens de Seth. Ele e Johan tinham todas as possibilidades de saírem mortos dessa empreitada. Mas ele sabia que precisava fazer algo, principalmente depois da informação que o elfo tinha dado. Mas mesmo assim foi incapaz de mentir para sua esposa, quando o beijo terminou, fez um carinho em seu rosto e disse em voz baixa.

- Os siths atacaram South Somerset, mataram muita gente, e muitas casas foram destruídas... A situação está cada vez mais complicada, uma grande e definitiva batalha está se aproximando, e acho que nós dois temos papel definitivo nele.

Pensou melhor e decidiu não contar sobre o que pretendia fazer no castelo dos siths além de libertar Jean Peterson. Nem tampouco da possibilidade que tinha de morrer. Ou melhor, era necessário se despedir adequadamente, pelo menos isso.

- Se eu não voltar... lute por mim. E deixe nossos filhos seguros, não os deixe sair de Avalon que será o lugar mais seguro até tudo isso acabar... viu as lágrimas nos olhos da esposa mas continuou.- Vou fazer de tudo para sobreviver, mas temos que contar com essa possibilidade. Aumentem as defesas de Avalon, ou a próxima batalha será aqui.

Com um último beijo virou-se foi na direção do local em que a canoa estava atracada. Fazer isso foi a coisa mais difícil que fazia na vida. Seria muito mais fácil simplesmente ficarem em Avalon e não enfrentarem Seth. Mas o fato de ser mais fácil não queria dizer que era o certo a fazer. E Seth precisava ser detido antes que ficasse tão poderoso que ninguém mais conseguiria detê-lo.
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#145 Membro offline   Jussara

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Postou 30 agosto 2010 - 05:27

Com uma preocupação dilacerante que Jussara fechou a porta atrás de si, depois que viu o marido e Johan Thompson afastarem. Encostou-se na porta, tentando ganhar tempo. Não queria que os filhos a vissem chorando, por isso respirou fundo algumas vezes até sentir que conseguia controlar a vontade de chorar. Limpou os olhos com as costas da mão, antes de voltar para o centro da sala onde estavam os dois filhos. Arthur brincando sobre uma manta ao chão com seus brinquedos de montar e Sarah no colo de Charlize, quase dormindo. A menininha com apenas três meses, já ficava mais tempo acordada, e era muito observadora além de ter um gênio reconhecidamente forte.

Depois de alimentada, banhada e com roupas limpas, finalmente cedia ao sono, e logo ela viu a outra sacerdotisa indo para o quarto a colocar no berço. Decidiu esperar um pouco para acordar Marina, que certamente ficaria furiosa quando visse o que Johan tinha feito. Entendia os dois lados, e percebia também, que naquele momento, Marina como futura grã-sacerdotisa de Avalon precisava ser preservada. Em seu peito surgia também a necessidade de lutar ao lado do marido, e sentiu-se presa ali, quando queria estar indo nessa missão.

Para disfarçar isso, começou a construir um castelo com os blocos de montar do filho e a brincar com ele, mostrando as diferentes cores de cada um dos blocos, ensinando as cores. Quando Charlize voltou à sala com o comunicador na mão, ela falou em voz baixa, enquanto continuava a brincar com Arthur.

- Como posso convencer Marina a não ir atrás de Johan? É muito perigoso e Avalon precisa dela...
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#146 Membro offline   Avalon

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Postou 30 agosto 2010 - 05:30

A sacerdotisa que estava sempre ajudando Jussara era Charlize, uma jovem que amava crianças e era ajudante de Helena na casa de cura. Para falar a verdade ela via com agrado poder ficar com crianças ao invés de cuidar de doentes. Gostava de ajudar Helena, é claro. Mas crianças eram sempre mais divertidas. Não gostou do comportamento de Johan, mesmo que ele fosse como falavam o Ilyatur, e foi isso que falou para a amiga.

- Não foi certo o que ele fez, e mesmo que fosse perigoso é uma escolha dela, não dele...

Tentou entender pela ótica de Jussara, percebia que a amiga tinha mudado muito desde o nascimento dos filhos. Compreendia o perigo que envolvia a missão que segundo desconfiava deveria ser ligado à Seth. Mas mesmo assim, ainda pensava o que tinha dito, que Marina é quem deveria escolher o que fazer.

- Acho que devemos acordá-la agora, e explicar o que está acontecendo. Perigoso ou não, ela tem que decidir por si mesma. reafirmou
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#147 Membro offline   Jussara

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Postou 01 setembro 2010 - 03:00

Vendo que Arthur continuava montando seu castelo de blocos, com a varinha em punho, Jussara foi até o quarto em que Marina estava inconsciente, deitada na cama. Ainda ficou insegura quanto a acordá-la, pois sabia certamente que essa estaria furiosa e com razão. Mas lembrou-se das palavras de Charlize e aceitou o inevitável, tinha mesmo que fazer o correto, mesmo que a teimosa tentasse correr o risco de ir atrás de Johan e de Guilherme. Apontando a varinha, ela disse um enervate, e esperou que esse fizesse efeito. Os olhos de Marina mexeram-se e a sacerdotisa sentou-se na cadeira próxima à cama e esperou pacientemente que ela tomasse plena consciência.

- Calma, sei que Johan não deveria ter feito isso, mas ele o fez para lhe proteger. Está tudo bem, mas eles já saíram... disse calmamente, esperando que Marina a ouvisse e entendesse a necessidade de tudo que tinha sido feito.

Ela mesma sabia que antigamente ela já teria levantado e corrido atrás de Guilherme, que nunca teria se negado a lutar. Mas os filhos tinham lhe trazido uma nova forma de ver tudo e esperava conseguir passar isso para sua prima.

- O castelo de Rochester é protegido por diversos feitiços, e você não vai conseguir entrar lá sem ser com eles, você sabe disso, o melhor agora é tentarmos descobrir o que está acontecendo por outros meios. Quem sabe Eilan possa nos ajudar...
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#148 Membro offline   Marina

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Postou 12 setembro 2010 - 05:59

Quando Johan ainda a beijando, lhe fez adormecer com um feitiço, seu último pensamento, foi se punindo, por não ter previsto a manobra. Não se pode dizer que ela estivesse furiosa, como previsto. Talvez a fúria fosse pouco para o frio que sentiu em seu coração. Não ia ceder, se ele tentasse impedi-la, e sabia muito bem que o tempo era importante naquele momento. Mas sentiu-se traída com a manobra suja. Tampouco gostou da forma como a prima no fundo estava defendendo o escritor.

- Muito me admira, depois do tanto que brigou com Guilherme pelo mesmo motivo, você ainda estar à favor de Johan. disse irritadíssima.

A índole risonha e tranquila de Marina cedia a um imenso mau humor, resultado do que ela considerava uma ação baixa por parte do namorado. Mesmo sabendo que Jussara estava certa quanto a conseguir seguir Johan não pensou que ia simplesmente parar e esperar feito uma dondoca desmiolada. Foi injusta com a prima, olhou-a irritada, pensando que era a última pessoa que poderia falar alguma coisa.

Ergueu-se da cama, num único movimento, e sem falar mais nada, ela saiu do quarto. Se não podia seguir Johan, ia ao centro de Avalon, Chalice Well, onde poderia ter mais facilidade de ter uma visão, para saber o que estava acontecendo.
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#149 Membro offline   Jussara

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Postou 22 setembro 2010 - 07:30

Vendo a justa ira, sentindo-se alvo certeiro da desaprovação de Marina, Jussara encolheu-se magoada. Ela e Marina sempre foram as melhores amigas do mundo e sempre compreendiam uma com a outra. Ela mesma entendia a reação da prima, tendo sido muito provável que reagisse assim. Mas ela não achava justo ser condenada sem direito a defesa. Não tinha sido ela quem fez Marina adormecer, mas Johan. Respirou fundo, tentando manter a calma e mesmo assim compreender a raiva, que podia ser justa, mas estava sendo dirigida para a pessoa errada. Com um suspiro triste, ela voltou à sala e pediu para Charlize:

- Por favor, olhe as crianças, vou tentar achar Marina e impedir que ela faça algo que se arrependa depois...

Não correu atrás da sacerdotisa, apenas andou lentamente, aproveitando o tempo para pensar em tudo o que estava acontecendo. Sentia que algo estava muito errado, e não precisava de vidência para isso. Sua ligação com Guilherme era tão perfeitamente completa que sabia que ele estava mesmo desesperado. Foi quando teve certeza disso que seus passos lentos tornaram-se apressados e no final estava correndo. Quando chegou à chalice Well sua fronte estava banhada de suor, e sentia muita dor, tanta dor que caiu ao chão, e antes de desmaiar, ela disse para Marina que estava a alguns passos de distância dela.

- Alguma coisa aconteceu com Guilherme, eu sinto isso, ele não está nada bem...
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#150 Membro offline   Marina

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Postou 22 setembro 2010 - 07:59

Marina não teve tempo de realmente olhar o espelho de Galadriel, como era sua intenção no início. Sentiu-se culpada pela forma como tinha tratado a prima minutos antes ao ver ela caindo ao chão desacordada. Não precisava se perguntar o que estava acontecendo. Sabia muito bem que a ligação que Jussara e Guilherme era tão intensa, que a prima estava ali desmaiada porque o marido tinha sido certamente atingido. O que a deixava ainda mais preocupada, por saber que a missão que Johan estava era ao lado de Guilherme.

Gritou para uma sacerdotisa que passava na direção do bosque celta e pediu que ela a ajudasse a erguer Jussara. O rosto extremamente pálido da prima demonstrava que ela estava muito mal, e com esforço ela e Nelly, a outra sacerdotisa, a levaram para um banco, deitando-a da melhor forma possível, pelo menos tirando-a do chão frio.

- Chame Helena, eu cuido dela enquanto isso.

Tentou fazer um breve exame na prima, preocupada, mas a não ser pelo fato de que ela não aparentava febre e os batimentos cardíacos pareciam muito fracos, ela não pode fazer mais nada. Olhou para o espelho com curiosidade, e vendo que não podia fazer mais nada por Jussara, deu os passos restantes até o espelho, e não deixando de olhar para essa de vez enquanto, jogou a água da jarra e falou as palavras que abririam o canal de comunicação com o mundo externo.

Quase se arrependeu quando as imagens começaram a aparecer. Era muita violência, muitas mortes e sentiu-se ainda mais desesperada do que quando viu o estado de sua prima. Percebeu vagamente que além das imagens de Somerset, como já esperava aparecer, outras partes da Inglaterra estavam dominadas pelo terror. Mas ela viu também que pelo menos no que dizia respeito à Avalon, Não somente pela imensa explosão que viu em Somerset Levels, e percebeu claramente que Guilherme e Johan tinham conseguido seu intento, mas a sua ansiedade foi maior, porque não tinha certeza ainda se eles tinham conseguido saírem vivos, se o pai estava no castelo Rochester. Só via a destruição, dezenas de corpos jogados no ar pela destruição em uma grande extensão de terra. Mas não viu muito mais coisas.

- Johan, Johan. Onde você está? E porque não consigo enxergar mais nada? disse baixinho, numa voz angustiada.

Não teve tempo para mais nada, pois viu Helena e outras sacerdotisas surgiram correndo para a ajudarem. Passou a mão sobre o recipiente de água que se esvaziou na mesma hora. Às vezes maldizia seu dom. Se era uma vidente, porque não conseguia ver nada que lhe interessava? Era muito injusto tudo isso, e percebeu que Eilan certamente tinha o dom muito mais desenvolvido que o dela.

Explicou em poucas palavras o que estava acontecendo, e a razão da prima estar desmaiada. Helena não esperou muito tempo para levar Jussara, levitando-a com um ”Levicorpus” para a casa de cura. Logo Marina estava novamente sozinha no centro de Avalon, olhando para ao espelho, pensando se valeria a pena tentar ver mais alguma coisa. Sentia que o pouco tempo que tinha ficado adormecida tinha sido o suficiente para os dois corajosos homens fazerem o que era necessário. Mas a despeito disso, não sabia o que tinha acontecido com ambos. Só restava esperar, coisa em que Marina não era exatamente uma expert. Desesperada sentou-se no mesmo banco que sua prima tinha sido colocada a poucos minutos. Escondeu o rosto com as mãos, enquanto deixava correr as lágrimas que tinha segurado até então.
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#151 Membro offline   Eilan

  • Eilan
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Postou 22 setembro 2010 - 08:00

Depois de deixar Rajasta e Deoris na biblioteca de Avalon, Eilan teve uma visão, não somente altamente aterrorizante, mas também altamente preocupante. Percebeu que Guilherme e Johan estavam no Rochester. Não se preocupou realmente com nenhum dos dois, e no seu entender, acharia muito bom que ambos morressem. Assim talvez poderia continuar no seu cargo tão amado. Mas tinha que ser honesta consigo mesma, e admitir que não iria acontecer isso com nenhum dos dois naquele momento. E depois começava a perceber que o que seria melhor para ela era mesmo ir para Atlântida. Onde seria melhor recebida do que ali, lugar que sempre a preteriram.

Mas por dentro, compadeceu-se da futura grã-sacerdotisa e o sentimento foi inesperado até mesmo para ela. Com passos lentos foi na direção do espelho sabendo que Marina estaria ali. Sentou-se ao seu lado, sem dizer nada e apenas ficou em silêncio por alguns minutos, enquanto sentia e ouvia os soluços violentos que sacudiam seus ombros.

- Jussara está assim, porque está doando sua própria energia para que Guilherme chegue com vida aqui. Ele quase morreu com a explosão que provocou. Mas vai ficar tudo bem. Ficou em silêncio por mais alguns minutos e acrescentou. - Johan e seu pai logo chegarão, fique tranquila. Ambos estão bem.

Sorriu ao ver que essa última frase tinha tido finalmente uma reação diferente do que tinha tido a frase anterior. Era afinal visível que sua grande preocupação, por mais egoísta que fosse quanto à sua prima, era com Johan.

- Talvez não devesse falar com você, mas acredite, o dom da vidência não nos permite ver nada do que for relacionado com a gente. Isso é uma grande chateação, mas temos que aceitar as exigências dos deuses para quem tem esse dom. A magia nunca pode ser usada em benefício próprio.
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#152 Membro offline   Marina

  • Marina Le Fay Peterson
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Postou 22 setembro 2010 - 08:03

As poucas e inesperadas palavras gentis que Eilan finalmente dava para ela, tinham sido efetivas. Marina sentiu-se melhor ao pensar que seu pai e Johan estavam bem. Não tinha dúvidas quanto à veracidade da visão da sacerdotisa, sendo essa uma competente e reconhecida vidente.

- Muito obrigada por me apoiar nesse momento. É no mínimo inesperado, depois dos últimos acontecimentos.

Claro que ela sabia que Eilan provavelmente ainda a odiava por perder o cargo que tanto amava. Por isso ainda olhou desconfiada para essa, esperando a ironia que certamente viria. Mas nada disso aconteceu, pois logo um burburinho de gente chegando no pequeno cais da ilha. Sem falar mais nada, correu até lá e viu que Johan descia da canoa, acompanhado de um homem que ela logo reconheceu ser seu pai. A aparência machucada e o fato de que ele se mantinha inconsciente a fez ficar muito preocupada.

- Levem-nos para a casa de cura. disse para dois sacerdotes que estavam próximos. Olhando para o noivo, Marina perguntou: - Johan... o que aconteceu? Por favor me conte tudo...

No desespero de ver seu pai ainda vivo, embora francamente muito fraco, Marina esqueceu-se de que estava furiosa com Johan, por tê-la deixado ali em Avalon. Nada mais importava naquele momento. E se ainda fossem brigar seria depois de saber que seu pai estava bem.
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#153 Membro offline   Johan Thompson

  • Johan Thompson
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Postou 22 setembro 2010 - 08:05

Por todo o tempo que Johan tentava chegar a Avalon, questionava se tinham agido corretamente. O homem que trazia desacordado não parecia que conseguiria sobreviver após ser tão torturado. Seria muito triste que tivesse conseguido resgatá-lo apenas para morrer.

- Só espero que Marina tenha condições de vê-lo.... pensou mais de uma vez.

Depois que saíram do túnel que o sith lhe indicou no mapa, ele viu a grande nuvem mostrando a explosão. O cheiro acre que sentia no ar, só podia indicar que o castelo estava sendo incendiado.

- Que Merlin nos ouça e ajude que essa ameaça seja enfim destruída. disse para um dos homens que o acompanhavam.

Com facilidade, ele indicou para todos o local que deveriam ir, e depois de colocarem Jean Peterson e Guilherme em duas canoas ele despediu-se dos homens que por não serem de Avalon não poderiam entrar ali.

- Rezem para tudo dar certo de agora em diante. Que esses dois sobrevivam. Apesar de saber que mesmo o mundo bruxo não teria condições de salvá-los, acredito que Avalon tem curandeiras boas o suficiente para isso. Enquanto não têm notícias, procurem saber o que realmente aconteceu no castelo e mandem nos avisar tudo o que souberem...

Depois de cumprimentar um a um pela ajuda na difícil missão, o escritor entrou na canoa, e esperou que a sacerdotisa que ia conduzir a outra canoa começasse a travessia. Foi com alegria que ele viu que Marina não estava furiosa como tinha previsto, mas preocupada e querendo notícias. Incapaz de esperar mais, ele a abraçou, e sentiu seu coração junto ao seu, batendo forte. Abaixando o rosto, procurou sua boca, e beijou-a até sentir-se sem fôlego. O amor contido nesse beijo era tão grande que sentia que não sobrava mais nenhum outro sentimento. Quando ergueu o rosto, ainda ficou olhando para Marina sem falar nada.

- Conseguimos soltar seu pai, e sair do castelo. Soltamos outros prisioneiros que estavam lá, mas esses foram enviados para o Somerset Health, com avisos para o ministério para os protegerem. Guilherme ficou por lá, pois a missão dele de destruir o laboratório de poções tinha que ser feito por último. Não sei realmente o que aconteceu.. só sei que uma grande explosão ocorreu e ele caiu próximo a onde saímos do túnel. E não está nada bem.
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#154 Membro offline   Marina

  • Marina Le Fay Peterson
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Postou 22 setembro 2010 - 08:08

Em seu peito duas emoções conflitantes cresciam a um nível tal que Marina pensou que poderia explodir a qualquer momento: o amor e a revolta. Passado o momento em que recebeu Johan com amor, lembrou-se claramente de que ele a tinha deixado inconsciente para que não seguisse junto com ele. Somente o fato de que seu pai e Guilherme ainda corriam risco de vida a fez deixar a discussão para depois. O beijo a tinha feito esquecer de tudo por alguns momentos... mas uma vez acabado era o momento de seguir em frente.

- Se Jussara estivesse acordada, certamente em pouco tempo eles estariam bem. Mas com ela também inconsciente, não sei se as curandeiras têm alguma opção para curá-los... disse triste.


Sem falar mais nada, começou a andar na direção da casa de cura. A pequena casa, ficava bem ao meio do bosque e somente os iniciados e os doentes tinham o direito de ali entrar. Foi por isso que antes de entrar, ela avisou Johan.

- Sinto muito, mas não pode entrar aqui. Peço que vá até a cottage Morgan. Lá poderá ajudar em qualquer coisa, ou se quiser tome um banho e troque de roupas. Assim que tiver alguma notícia mandarei para lá...

Olhou para ele com amor... mas do fundo de seus olhos ainda existia a dor do que ele fez antes de sair para a missão. Não sabia ainda se conseguiria esquecer ou perdoar, a despeito de todo o amor que lhe tinha. Mas deixou que o tempo lhe permitisse decidir isso. Naquele momento, tinha coisas mais importantes para ver.

Viu ao entrar a correria que estava a casa de cura com três novos pacientes e nenhum deles em boas condições. Dispostos na área de urgência em três macas tinham três pessoas: Jussara, Guilherme e seu pai Jean Peterson. O pai, embora ainda consciente, parecia em melhores condições. As inúmeras feridas que possuía, fontes todas elas de tortura dentro do castelo Rochester. Apesar disso, a medicina da ilha de Avalon era avançada o suficiente para o salvar sem sequelas, ou pelo menos sem quase nenhuma. A curandeira que cuidava de seu pai, a tranquilizou, dizendo que em dois ou três dias ele estaria bem o suficiente para não estar mais na casa de cura. Aliviada, deu um beijo nas faces do pai, e foi na direção contrária, onde estavam duas macas, uma ao lado da outra, com a prima e o marido.

Sentiu na mesma hora que a energia ali era diferente. Helena, ao lado de um sacerdote idoso, postava as mãos em cima de Jussara e mais duas sacerdotisas faziam o mesmo com Guilherme. Os quatro cantavam uma canção em uma língua tão antiga que Marina nunca tinha ouvido até então. Preocupada, Marina ficou em silêncio observando que alguns vidros de poções estavam ao lado, alguns já vazios, indicando que os dois pacientes já tinham tomado o remédio. Não sendo experiente nessa área, apenas ficou olhando e rezando a cada segundo, para que a vida dos dois pudesse ser salva. Parecia que a canção drenava energia dos sacerdotes para os pacientes, porque alguns minutos depois, as duas sacerdotisas que estavam com as mãos sobre Guilherme foram trocadas por outras e saíram extremamente cansadas, sentando-se mais à frente, e lhes foi servido a famosa poção energética de Avalon.
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#155 Membro offline   Avalon

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Postou 24 setembro 2010 - 09:55

Passou-se muito tempo nesse processo. Helena, acabou descansando um pouco, quando se via que estava quase desmaiando. Mais de uma hora depois, a curandeira chefe decidiu que era hora de darem um pouco de tempo nesse doloroso trabalho. Dispensou os sacerdotes e sacerdotisas que a ajudavam, e sentou-se numa cadeira, próximo às duas macas, finalmente com condições de falar alguma coisa para Marina,que continuava de pé e com expressão preocupada, acompanhando todo o tratamento.

- Fizemos um trabalho que não é feito a mais de mil anos aqui em Avalon. Mesmo sendo o reino das águas, nunca tive uma cura tão difícil como essa.

Relanceou o olhar para Jussara que continuava do mesmo jeito que tinha entrado naquela sala a mais de hora, inconsciente. As faces pálidas, como se já não pertencesse mais a esse mundo.

- Ela sempre foi a melhor curandeira. Melhor até mesmo que a mãe. Seu dom de cura é tão maravilhoso e inesperado, que nunca foi sequer explicado ou entendido por nós. Dizem que ela tocou um precioso e único cristal e por isso tem esse dom. Acredito que sua ligação com o marido é tão profunda que ela está doando energia a ele, para curá-lo. Mas nunca vi uma ligação tão completa e absolutamente silenciosa.

Mesmo exausta, ela levantou-se novamente e começou a examinar os dois pacientes. Não ficou satisfeita. Parecia que os dois à sua frente não tinham nenhuma energia mais em seu corpo. Não via como poderia salvá-los mais. Não depois de todo o trabalho energético que tinham feito por mais de hora.

- Sinceramente não sei mais o que fazer... a canção celta deveria ter funcionado... disse em desespero.
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#156 Membro offline   Marina

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Postou 24 setembro 2010 - 10:06

Como Eilan tinha avisado antes perto ao espelho de Galadriel, Marina não podia prever nada que fosse ligado a ela diretamente. Mas naquele momento ela viu algo que mais ninguém tinha visto até aquele momento. Viu com os olhos da alma.. teve uma visão, tão bonita que ela ajoelhou-se no chão com lágrimas nos olhos. Numa clareira em meio a uma floresta, Jussara e Guilherme estavam abraçados se beijando. Não estavam ali, naquele momento e por isso nada do que Eilan fazia dava certo. Sempre soube que ambos tinham sido feitos um para outro, por mais problemas que tivessem tido até então.

- Eles não estão aqui, Helena.. não sei se conseguiremos salvá-los....

Por mais que Johan e Guilherme tivessem conseguido destruir o castelo Rochester, e se Merlin quisesse, também Seth, não valia a pena perder os dois. Marina só pensava nos pequenos primos, filhos do casal, que não poderiam perder os dois ao mesmo tempo. De repente, ela decidiu não aceitar isso, não podia pensar que fosse possível acontecer algo tão terrível. E levantando-se, foi até a maca em que Jussara estava.

- Jussara, acorde! Não é sua hora e nem de Guilherme. Não desista, está me ouvindo? Você sempre conseguiu transmitir energia, mas está esquecendo de conseguir para você também, abra seu canal energético.. você vai conseguir, eu tenho certeza.

Falou isso em meio às lágrimas e sentiu que Helena tentava tirá-la dali, mas prosseguiu, agarrando-se à mão da prima. Não sabia muito bem o que estava fazendo, apenas seguia o seu instinto que lhe dizia que deveria fazer isso. Sentiu no mesmo momento em que segurou a mão da prima que sua energia estava sendo furiosamente drenada, parecia que ambos, Jussara e Guilherme tinham se transformado num buraco negro energético que sugava a todos à sua volta. Não soube o que aconteceu depois disso. Parecia mesmo que ela era o canal que Jussara precisava para salvar Guilherme. Marina entrou um transe profundo, e seus olhos quando se abriram não eram os mesmos, estavam vazios, vagos. A voz que saiu de sua garganta não era tampouco a sua, era suave, baixa e contida. Mas mesmo assim, tinha um poder intrínseco enorme.

- Το κανάλι είναι ανοιχτή, για να ανασυνθέσει τον κόσμο του Avalon. Ότι όλα τα μαγικά όντα για να προετοιμαστεί για τη νέα εποχή που αναδύεται. Μετά από ένα κακό Λόρδος, μια εποχή ειρήνης και αρμονίας είναι το άνοιγμα. Έπαινος Andariel *

Não se soube realmente quem tomou o corpo de Marina naquele momento, mas desconfiava-se de que era uma das deusas mais antigas, que o mundo moderno sequer sabia que existiam. Se elfos estivessem ali naquele momento, certamente saberia o nome perdido, mas somente humanos estavam e não sabiam e tinham medo de falar alguma coisa. O certo era que todos em silêncio ficaram enquanto viam o ar se aquecer, e um ligeiro e quente redemoinho envolver as duas macas com os dois pacientes e Marina. Algumas coisas próximas foram atraídas como se o redemoinho fosse imantado e começaram a circular no ar, e quando esse se findou caíram ao chão com grande estrondo. Esgotada, Marina caiu ao chão, mas ainda segurando a mão esquerda da prima.

- O que aconteceu? perguntou assustada para Helena que estava olhando-a com os olhos arregalados.

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* Tradução do grego:
O canal está aberto, para reconstruir o mundo de Avalon. Que todos os seres mágicos se preparem para a nova era que está surgindo. Depois de um mal senhor, uma era de paz e harmonia está se abrindo. Louvado seja Andariel

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#157 Membro offline   Avalon

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Postou 29 setembro 2010 - 07:26

Helena não teve tempo para responder à pergunta. Estava estática, sem palavras olhando para Marina. Em toda sua vida nunca tinha visto nada igual, e falando francamente, morando em Avalon, o que mais via eram coisas sobrenaturais. Já ia tentar falar alguma coisa, quando percebeu que da maca, Jussara abria os olhos, tentando entender onde estava.

- Não sei o que houve, mas sei que você conseguiu salvar o dia... disse com alegria.

Com urgência deu os dois passos que precisava para chegar à maca, e começou a examinar Jussara, falando mansamente com um sorriso radiante no rosto.

- Está tudo bem agora. A pressão está normal novamente, e a temperatura também. Mas fique calma, pois precisará ainda de muita energia para levantar-se.

Quanto a Guilherme, embora esse não estivesse acordado como a esposa, parecia que sua situação estava novamente regularizada, Helena pode sentir o coração batendo forte e saudável, e a temperatura se normalizando. Ambos que estavam frios como cadáveres a alguns minutos pareciam que tinham voltado à vida, graças à intervenção de Marina.
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#158 Membro offline   Jussara

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Postou 29 setembro 2010 - 07:27

Como diz o ditado, é mais fácil falar do que fazer. E isso foi o que toda a enfermaria viu depois que Jussara acordou. Nem por um momento ela pensou que deveria ficar deitada, enquanto se recuperava depois de quase morrer. Bastou virar-se e ver que Guilherme estava desacordado na maca ao lado para que ela ergue-se sem cuidado e mesmo ainda sentindo-se fraca e tonta, foi até a maca em que estava o marido. Da mesma forma que a prima a alguns momentos implorou para que acordasse, ela também o fez. Mas não em palavras. Parecia que tinha perdido a voz, que tinha perdido qualquer coisa que fosse humano naquele meio período. Não viu ninguém à sua volta, nem sequer ouviu as palavras de Helena. Não sentiu tampouco as mãos que lhe mediam a pressão ou a temperatura. Apenas viu o homem que amava, desacordado, sem vida à sua frente.

Não se lembrava o que tinha acontecido antes de acordar, os deuses lhe deixaram inconscientes apesar de todo seu poder. Essa lembrança pertencia a quem não estava mais lá. Se antes estava inconsciente para doar sua energia para Guilherme que tinha chegado ali quase morto, agora poderia fazer sua cura da maneira que conhecia e que tantas vezes tinha feito. Mesmo ainda totalmente inconsciente do que estava fazendo, colocou a mão sobre o coração de seu único amor e sentiu que de sua mão transmitia-se a energia necessária para que ele acordasse. A suave luz azul, foi vista por quem estava próxima, e como sempre as brumas a envolveram, assim como a Guilherme. Dessa vez ela não estava mais doando sua própria energia, mas como a deusa disse a pouquíssimo tempo, doando a energia do canal universal de energia.

Quando ainda não dominava o seu dom, Jussara sentiu-se muitas vezes exaurida, tendo corrido risco de vida mais de uma vez. Mas agora, depois dessa experiência única, não parecia que a energia fosse sua. Sentiu-se fortalecer ao mesmo tempo em que fortalecia Guilherme, e foi com um sorriso, que viu as pálpebras se mexendo e os olhos azuis de seu amado lhe encarando.

- Eu sabia! Eu sabia que não era nossa hora meu amor.... disse isso sem nem mesmo saber o que estava falando, lembrando-se vagamente que ambos se beijaram como se estivem em outra dimensão.
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"O ser humano tem até de experimentar o amor, para que
compreenda bem o que é a amizade." (Nicolas Chamfort)
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#159 Membro offline   Avalon

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Postou 29 setembro 2010 - 07:28

Não houve quem não chorasse naquele momento, quando pensavam que o casal já tinha morrido, via-se que a força do amor era sempre maior do que qualquer coisa. Muitos não sabiam ainda o que tinha ocorrido, nem a espetacular vitória que o pequeno grupo tinha conseguido, graças a surpresa da ação. Mas todos ali sabiam o quão próximos da morte Jussara e Guilherme tinham estado, e como tinham sido salvos de maneira divina. Todos os que viram sentiram-se gratos por tal dádiva, seria coisa que nunca esqueceriam. Olharam com respeito para a nova grã-sacerdotisa, vendo que ela era mesmo a escolhida dos deuses.

Helena, percebendo que não era necessária mais ali, e sentindo-se verdadeiramente exausta depois de tudo, disse suavemente para duas enfermeiras.

- Levem o casal para um dos quartos, eles precisam descansar agora, e de privacidade.. completou com um sorriso maroto.

As duas enfermeiras, ajudaram à sacerdotisa deitar-se na maca, e levaram as duas macas com cuidado para um quarto mais afastado, para que ambos pudessem se recuperar mais calmamente, agora que a crise tinha sido debelada. Helena olhou para Marina que ainda estava ali, ajoelhada ao chão, e estendeu a mão e ajudou a erguer-se, dizendo com simpatia.

- Você é a heroína do dia, sem dúvida, mas precisa também descansar, porque não sei deita em outro quarto? Prometo que a deixarei dormir enquanto for necessário...

Com carinho, colocou os braços sobre seus ombros e a conduziu até outro quarto, para que essa deitasse. Antes que Marina dormisse, a fez tomar a potente poção para dormir sem sonhos, e lhe disse que podia adormecer o quanto quisesse. Seria com certeza uma coisa que todos que ali estiveram não se esqueceriam. Com a saída de Jussara, Guilherme e Marina da sala de emergência o silêncio tomou conta do ambiente. Todos estavam tranquilos e alegres e mesmo aqueles que não tinham entendido o grego falado pela deusa, já tinha entendido a mensagem, após essa ser traduzia, a notícia era passada a todos, e Avalon parecia que estava em festa. Mas um homem naquela sala, sabia que não era exatamente assim, ele sabia que Seth não estava morto ainda. E foi o que disse quando enfim acordou, algumas horas depois. Jean Peterson, conhecia Seth intimamente para saber que ele tinha tomado diversas providências antes de começar o grupo Siths of Seth, e vendo as palavras que as duas enfermeiras trocavam sobre o assunto ele disse com seriedade.

- Seth ainda precisa ser detido! Com quem posso falar sobre isso?
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