Vaywa: Uma nova dimensão da Magia: [Lafker] Sala de Jantar - Vaywa: Uma nova dimensão da Magia

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[Lafker] Sala de Jantar

#1 Membro offline   Vaywa Ícone

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    Postou 08 novembro 2010 - 07:30

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    #2 Membro offline   Laura Echevaria Ícone

    • Laura Echevaria
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    Postou 27 setembro 2012 - 18:55

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    Com cuidado, para que nenhum criado percebesse o favoritismo por sua filha, voltou à Lafker e ordenou uma limpeza completa em todos os quartos dos alunos. Separou para Sophie o mais próximo das escadas que ia para os seus aposentos pessoais. Segurou-se nesse momento para não deixar o quarto que tinha preparado em seu andar. Mas, pensou que poderia usar alguma desculpa mais tarde para fazer a mudança.

    Não quis jantar junto com as outras professoras. Estava precisando ficar sozinha, para pensar. Acabou indo dormir cedo, e consequentemente acordou cedo. O que Laura achou melhor. As professoras da escola, quase todas de origem nobre tinham o costume de dormir até tarde nas férias. Era uma excelente oportunidade de aproveitar a Lafker sem interferência. Embora cada uma das professoras tivessem sido suas amigas ou conhecidas antes de serem contratadas, a verdade era que cada vez mais ela se irritava com as opiniões e preconceitos. No fundo o fato de sua filha ir para a Lafker a preocupava muito, e ia ver que seu pressentimento tinha razão de ser em pouco tempo.

    Mesmo assim, quando desceu as escadas e sentou-se na imensa mesa da sala de jantar, não esperou encontrar todas as professoras a sua espera, para uma reunião de emergência.
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    #3 Membro offline   Laura Echevaria Ícone

    • Laura Echevaria
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  • ID: 14

    Postou 08 outubro 2012 - 22:23

    Sentadas na imensa mesa de jantar estavam Condessa Melinda Northington, Baronesa Nereida Langstone, Viscondessa Rosamund Dunhan e Viscondessa Zuleika Vaslov, todas nobres de linhagens respeitáveis e antigas. Todas sem exceção, empobrecidas, depois da morte dos maridos, ou por dívidas familiares em jogos. A única que diferia um pouco era a professora de história e geografia, que por ter viajado por muitos países acompanhando o marido, um explorador famoso, era mais moderna e não via limitada a uma postura preconceituosa. Para o desprazer de Laura, percebeu pelo desconforto de Rosamund, que o assunto era o mesmo de sempre. Ou seja, o preconceito que cada uma tinha frente às outras classes sociais. Achavam que ministravam uma escola onde as garotas nobres poderiam aprender como serem boas esposas, não aceitavam, que garotas oriundas de outras classes sociais tivessem a mesma oportunidade.

    Laura estava organizando a escola do povo na vila justamente para evitar situações constrangedoras que certamente viriam se fizesse o novo projeto. Tinha pensado que isso lhe daria mais paz de espírito e tranquilidade, mas pelo jeito não tinha sido suficiente. Com um suspiro, sentou-se em sua cadeira, e cumprimentou a todas.

    Bom dia Melinda, Nereida, Rosamundo e Zuleika. Já tomaram café tão cedo? Sei que nunca acordam cedo, preferindo dar suas aulas depois das dez da manhã. Porque estão acordadas tão cedo assim?
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    #4 Membro offline   Apoio Lafker Ícone

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  • ID: 33

    Postou 22 novembro 2012 - 09:17

    Nereida, a mais implicante e irascível das professoras foi quem primeiro respondeu. Tinha sido muito rica em sua vida e não era porque vivia na penúria e dependia da caridade da Condessa Laura Echevarria que ia se calar para um absurdo desse. Não aguentava mais essas modernidades, em que o populacho se misturava com a nobreza. Não ia admitir isso! Em seu tempo, as coisas eram como deviam ser, separação de classes rígida, os nobres gastavam seu dinheiro, os aldeões trabalhavam e pagavam impostos. Onde ia esse mundo, se os pobres agora estudavam? Se garotas de procedência duvidosa, adotadas, frequentavam aquela requintada escola? Não estava certo isso, e o disse com todas as letras para a Condessa.

    - Nos levantamos mais cedo hoje por que sabemos com que essa reforma naquele edifício caindo aos pedaços e a reforma dessa nova sala para os pobres na aldeia, você não tem tido tempo para nada. E as coisas estão tomando rumos que não gostamos nem um pouco. A Lafker sempre foi uma escola de elite, uma caríssima escola onde somente as filhas de nobres frequentam. Já nos calamos para aquela empregadinha estudar aqui. Mas agora você permitir que a filha adotada do Conde de Lindberg estudar aqui é um absurdo. Além disso somos contra essa escola para o povo. Eles não têm que aprender a ler, isso atrapalharia para encontrarem os empregos que eles merecem.

    A Viscondessa Rosamund Dunhan tentou minimizar as palavras intempestivas da colega. Não concordava muito com esse comportamento elitista de Nereida, e tentou por panos quentes na discussão.

    - Acalme-se Nereida, lembre-se que dependemos dessa escola para vivermos. E que essa continua sendo de propriedade de Laura. Acredito sim que faltou comunicação com todas essas coisas. Há tempos não temos nenhuma reunião, e acredito que escolher os novos alunos era função de todas nós. Não digo nada quanto à sala de aula que vai implantar na vila, é separado de nossa escola, e um pedido pessoal do Rei, mas acho um precedente perigoso deixarmos entrar todas as garotas.
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    #5 Membro offline   Laura Echevaria Ícone

    • Laura Echevaria
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  • ID: 14

    Postou 22 novembro 2012 - 09:23

    A condessa ficou olhando para as professoras sem acreditar na audácia delas. Depois de tudo o que passara na vida para ajudar a uma a uma. Depois de renegar seu amor por Nestor e por sua filha, justamente porque muita gente dependia dela, incluindo aquelas mulheres mal agradecidas a sua frente, era um verdadeiro desplante delas virem decidir o que devia ou não fazer na escola. Nereida não a surpreendeu, é claro. Sempre foi a mais preconceituosa. Mas Rosamund foi uma decepção. Justamente ela que muitas vezes foi quem mais lhe compreendeu. Não ia permitir que impedissem a vinda de Sophie para sua escola. Justo agora que conseguia ter sua filha finalmente próxima a ela. A descortesia e idiotice de todas elas era tão grande que Laura precisou de um precioso tempo somente respirando para poder falar sem gritar.

    Com gestos cuidadosos, Laura pegou um prato no aparador, e começou a preenchê-lo com os alimentos de seu gosto. Colocou o ovo mexido com bacon, além de suco de laranja e finalmente sentou-se à mesa. O tempo para fazer isso foi necessário para ter o mínimo de calma. Comeu algumas garfadas antes de finalmente considerar-se apta para falar alguma coisa.

    - Têm exatos quinze anos que mantenho essa escola, desde a morte de meu marido, optei por chamar a vocês, uma a uma, quando necessitaram de ajuda e não tinham sequer onde morar, empobrecidas pelo casamento ou viuvez. Nunca, até agora, me arrependi disso... Sempre acreditei que seriam gratas a ajuda que lhes dei, oferecendo minha casa para morar e um salário digno.

    Com cuidado, tomou alguns goles de seu suco, enquanto tentava manter-se calma, para falar sem elevar a voz, que pelo contrário estava mais baixa que o normal.

    - Luto contra o preconceito de vocês há muito tempo, como no caso da professora de arte, Nathalia, que por não ter origem nobre nunca foi aceita entre o grupo de professoras. Ou no caso da aluna Sarah Robbins que por ser aia, era maltratada e humilhada em sala de aula, principalmente nas suas aulas Nereida. Nathalia, é a melhor artista que conheço e uma excelente professora. E Sarah, embora vocês não saibam é filha bastarda de uma princesa e um duque e por isso mesmo a aceitei aqui na escola. Sua origem é muito mais honorável que a de qualquer outra aqui nessa sala, incluindo eu mesma.

    Comeu mais um pouco, e bebeu quase todo o copo de suco, antes de retornar a falar. O silêncio dominava a sala de jantar e via no rosto da maioria das professoras a vergonha por estar sendo chamadas a atenção.

    - A escola, caso não saibam, continua sendo apenas minha, e quem não estiver satisfeita é perfeitamente livre para sair. A escola do povo continuará sendo gerida pela Lafker e Nathalia terá um aumento de salário e função. E não somente Sophie que é legalmente adotada e, portanto, filha legitima do Conde de Lindberg será aceita, como qualquer outra garota em suas condições também o será. Alguma outra dúvida?
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    #6 Membro offline   Apoio Lafker Ícone

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    Postou 26 dezembro 2012 - 22:21

    Sabe aquele momento que não existe nada a falar? O silêncio sepulcral que tomou conta da sala de jantar foi absolutamente incômodo e desagradável. Quase todas sentiram-se desconfortáveis e ingratas. Era verdade o que Laura tinha falado. Todas ali não tinham tido como sobreviver, por dívidas de jogos da família, pela morte de maridos endividados. Somente A condessa Laura tinha estendido a mão e nunca tinha cobrado nada por isso. Abrira a escola mais para ter uma desculpa de pagar a elas um salário. Nenhuma sabia do quanto o sacrifício de Laura tinha sido tão completo, mas mesmo assim, a reprimenda achou lugar no coração de Rosamund, Zuleika e Melinda. As três apressaram-se a pedir desculpas apressadas e envergonhadas. Rosamund e Melissa ao menos foram honestas em suas palavras.

    - Nunca podia imaginar isso! Imagina que os pais abandonaram aquela pobre garota que teve que trabalhar como uma simples criada. Se soubesse de suas origens teria a tratado melhor. Sinto muito! disse A condessa Melinda Northington

    – Laura, Não posso acreditar que tenha me comportado dessa forma. Peço desculpas por isso. Acredite, nunca fui contra Nathalia ou mesmo a garota que era aia. Mas ainda acho que devemos sempre analisar cada uma das garotas. São poucas as vagas e precisamos escolher as que mais aproveitarão o estudo. tentou justificar Rosamund.

    Zuleika ficou com a tez avermelhada e de cabeça baixa. Era difícil para ela, que foi criada de maneira tão rígida aceitar essas modernidades. Zuleika pensa como Nereida, e achou um absurdo ser chamada a atenção dessa maneira grosseira. Mas mesmo assim, tinha perfeito pavor de não ter onde morar e de perder seu significativo salário que lhe permitia viver com conforto e até luxo. Por isso mesmo juntou-se ao coro de desculpas, por mais difícil que tivesse sido controlar a raiva.

    - Aceito sua reprimenda, Laura, e prometo aceitar melhor essas inovações que pretende trazer para a Lafker, por mais que eu ache estranho e não concorde muito. Como disse a escola é sua, e devo aceitar suas regras.

    Mas Nereida foi a única que não somente não se sentiu constrangida como também não pediu desculpas. Seu rosto ficou vermelho de raiva contida. E somente toda sua educação lhe impediu de sair gritando e quebrando coisas. Passou-se um tempo apenas respirando até que o rosto voltou a cor normal e sua voz enfim pode sair normalmente.

    - Se sou somente uma empregada e não tenho direito a opinião, acato é claro suas ordens, Condessa. Como disse sou tão pobre que não tenho onde morar e devo sofrer a indignidade de ser lembrada disso não é mesmo? E como faço para conseguir uma promoção como Nathalia conseguiu? Talvez se ganhar melhor posso comprar enfim uma casa, e não ter mais que sofrer a indignidade de trabalhar, como faço a duros quinze anos.
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    #7 Membro offline   Laura Echevaria Ícone

    • Laura Echevaria
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    Postou 09 setembro 2013 - 10:11

    Se antes Laura teve o cuidado de falar em voz baixa, dessa vez o desaforo proporcionado por Nereida foi a gota d’água que transbordou o copo. A voz, continuou baixa e modulada, mas os olhos brilharam de fúria.

    - Já basta Nereida. Parece que não fui clara o bastante para você. Nathalia conseguiu uma promoção merecida. É das professoras que mais trabalham aqui, e sempre posso contar com ela para qualquer coisa, diferente de você que nem ao menos dá aulas de manhã porque acha que é muito cedo. Já disse e repito, quem não estiver satisfeita tem plenos direitos de sair. A filha do Conde de Lindberg vai ser uma das alunas e a sala de aula na aldeia continuará

    Não tinham acabado de comer, mas tinha perdido completamente a fome, seu estômago se retorcendo de desgosto com o pouco que tinha comido. Empurrou o prato e colocou o guardanapo do lado desse.

    - Se estiver interessada em aumento de salário, sugiro que abra mais turmas de dança, e comece a tratar a todas bem, independente de sua origem. Se me dão licença, tenho realmente muita coisa a fazer no dia de hoje...

    Saiu da sala com os saltos do sapato ecoando no piso de madeira de lei. O dia não tinha começado bem, mas se recusava a aceitar a derrota. Estava feliz demais porque enfim ia conviver com a filha e não ia deixar essas mulheres azedas lhe tirar essa conquista.
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    #8 Membro offline   Nathalie Reeves Ícone

    • Nathalie Reeves
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    Postou 10 setembro 2013 - 12:19

    Chegando nesse momento pela outra porta, estava Nathalie. Ela tinha ouvido parte do que estava sendo discutido, principalmente as palavras da Condessa Laura, e parte do que a professora de dança tinha dito. Não conseguiu se obrigar a entrar naquela sala, uma vez que ela era parte do assunto. Estavam indo numa direção que ela tinha verdadeiro pavor. O preconceito do nobre contra as pessoas do povo ou que não fossem tão bem nascidas assim. Tinha apenas quinze anos quando o pai teve que a mandar para uma escola interna em Bahluk, para que o nobre que a perseguia a deixasse em paz. Depois que voltou, agradeceu aos céus quando encontrou um emprego na escola Lafker, distante de Gamble, e portanto, rezava para que o referido nobre não soubesse que ela estava ali, embora tivesse a esperança de que ele perseguia garotas mais jovens e que ela não corria mais esse risco.

    Mesmo assim, na Lafker, lutava diariamente com o preconceito a um tal ponto que preferia fazer a refeição na cozinha do que entre as professoras todas nobres. Não tinha ascendência nobre, mas se orgulhava muito dos seus pais e de sua origem. E sabia, como a condessa falou que ela era uma boa professora e que a maioria das alunas gostavam muito das suas aulas. Mesmo assim, Nereida e Zuleika em especial não perdiam uma oportunidade para falar mal de sua origem e a humilhar. Por isso mesmo, quando a Condessa saiu apressada, fez o mesmo, seguindo para a cozinha e de lá entrou em uma porta lateral, para se dispor a falar com Laura, que era sua intenção original.

    to be continued
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