Vaywa: Uma nova dimensão da Magia: [Gamble] Taberna - Vaywa: Uma nova dimensão da Magia

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[Gamble] Taberna

#1 Membro online   Barristan Martin Ícone

  • Sir Andante
  • ID: 94

    Postou 21 setembro 2012 - 20:50

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    #2 Membro online   Barristan Martin Ícone

    • Sir Andante
  • ID: 94

    Postou 21 setembro 2012 - 20:51

    Olhou através do reflexo na água e nem parecia conhecer mais o mesmo ser que a cinco anos deixou o vilarejo pelo qual havia nascido, crescido e lutado. Sentia o sangue dos mortos ainda em suas mãos e o gosto de terra em seu lábios lhe embrulhavam o estomago. Mas tudo isso era passado tinha trinta e quatro anos, mas quem o visse poderia chutar acima dos quarenta que acertaria. Sorriu com desdém de si mesmo, e voltou para perto do cavalo, quando o mesmo relinchou como um chamado para seu dono estar perto e o protegê-lo. Tinha sorte que o Estranho ainda estivesse com ele depois de tudo que havia acontecido. Acariciou a crina do cavalo e deu um leve tapa em seu pescoço. - É amigão, somos você, eu e a... - procurou dentro da mochila a velha garrafa cor verde musgo e com um liquido vermelho escuro. - ...bebida! - brindou e engoliu num gole só o pouco de vinho que ainda tinha vivo. Atirou a garrafa no lago e viu o desenho que ela formou ao cair sem se quebrar, mas formando belas ondulações no lago quieto e silencioso. Que ironia, meu símbolo é uma uva, e ultimamente eu só vivo de vinho... Será que os Deuses são bondosos comigo? Olhou para o céu a procura da resposta, mas sabia que nunca viria, e se viria com certeza não a encontraria em local algum.

    O símbolo da casa Martin era uma uva, e foi criado pelo seu bisavô anos antes, quando ele foi coroado vassalo de uma das casas principais a sul de Vaywa. Eu também escolheria uma uva, ou uma garrafa do bom vinho do norte... pensou amargamente ao se lembrar da uva que ostentava no escudo, e de seu sobrenome que carregava em sua espada longa.

    Montou em seu cavalo e seguiu lentamente para o seu destino. Não tinha um destino certo, mas da ultima vez que havia parado em um vilarejo ajudou eles a reconstruir a muralha de proteção, mas logo depois de o usarem o expulsaram, um cavaleiro andante não tinha serventia, ainda mais um na qual a reputação foi completamente queimada junto com o castelo que um dia viveu. A tempos atrás tinha uma filha, mas pensar na sua herdeira o fazia querer beber mais vinho e no momento ele não tinha nenhum pouco de vinho para o amargar a vida.

    Trotou por quase duas horas sem descanso até chegarem a uma estalagem antiga. Mais uma taverna... Respirou fundo e desceu de seu cavalo o guiando pelo sela, a amarrando em seguida no estábulo da estalagem. Arrumou o escudo no cavalo, o escudo em um cavalo era forma de avisar que aquele cavalo tinha o dono, e dependendo da casa ninguém mexeria nele, mas depois de tanto tempo andando achou mesmo que ninguém mais mexeria em seu cavalo. Pousou a mão da espada no pomo se certificando de que a arma continuava dentro da bainha a sua esquerda.

    O sino tocou e anunciou um novo cliente para a estalagem. Quando começou com a fuga ele se preocupava em esconder o rosto, mas hoje em dia ele já não se preocupava pelo que os outros iriam pensar ou dizer a seu respeito, sabia que qualquer um que tivesse coragem o bastante sentiria o gosto do aço lhe atravessar.

    Seguiu para o balcão e passou a mão por cima das vestes para se certificar de que o saco de moedas de bronze e prata ainda estava amarrado a sua calça do lado de dentro para não ser roubado. Não tinha muito dinheiro, mas o pouco que tinha lhe pagaria uma bela cerveja gelada e uma cama de palha para passar a noite. Enquanto esperava pelo seu copo resolveu observar o grupo que tinha ali dentro, alguns cavaleiros, outros pareciam fora das leis, e todos se engraçavam com as garçonetes do local, muitas vezes as garçonetes eram filhas do dono.
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    #3 Membro online   Lippe Ícone

    • Murilo Costner
    • LocationThe Bakers Over
    • Informações do RPG
  • ID: 54

    Postou 24 setembro 2012 - 20:57

    Via o mundo a sua volta e tudo estava normalizado, estava novamente no castelo em Gamble, e tinha a companhia do príncipe novamente. Estavam a conversar, só que os dois lutavam também com espadas de madeira. Cresceram juntos, e ele sempre foi criado aos olhos do rei e da rainha, só que para o príncipe não passava de um companheiro naquele imenso castelo. Isso era o passado e no momento ele caminhava para um resgate...

    Seus olhos se abriram lentamente, sentia a água tocar-lhe na maçã, passou a mão e espalhou um pouco de água no rosto, ainda sonolento. Seu corpo estava completamente duro e dormente. Parecia que ele tinha sido atropelado por uma manda de mamutes da pré-história, como alguns comentavam, ou então por simples cavalos em disparada, o que poderia ser mais fácil.

    Mas na verdade não foi nada disso, ele tinha saído ao resgate do príncipe que a muito estava perdido. E no meio desse resgate o grupo foi atacado por algo sobrenatural, se alguém o ouvisse dizer sobre o sobrenatural poderia acabar decapitado, mas era sim sobrenatural. Ele voou sobre as árvores, como se tivesse asas, e parou ali desacordado, e não sabia por quantas horas, dias ou semanas. Não sabia nem onde estava, apenas ouvi o som das árvores, e aquele pequena goteira sobre seu rosto, que agora caia entre as pernas.

    Aproveitou o misero de água e a bebeu. Murilo, já não tinha a espada em mãos, não tinha nem as moedas que carregava, só a roupa do corpo e uma adaga que ganhara do Mestre das Armas, o Duque de Richtoffen. Bem, a adaga foi encontra num corpo pendurado de um antigo cavaleiro morto por foras da lei, e a adaga velha ainda permanecia com o rapaz. Por isso não a levaram... Pensou a recolocando dentro da bainha atrás de si no cóccix, deitada.

    - Onde estou? – se perguntou levantando do chão e sentindo o corpo lutar contra os movimentos. Observou a sua volta e não enxergou nada além de uma mata fechada. Sua barriga doeu, também resmungando. – Fome... – gemeu ele pousando uma mão na barriga tentando aliviar a dor, mesmo sabendo que não seria possível apenas com caricia.

    Murilo procurou algo para caçar, e além de ter encontrado esquilos, alvos mais fáceis, não conseguia apanha-los. E no meio de sua caçada ouviu um barulho de cavalo passando perto de si, do outro lado do rio. O cavaleiro passava distante de si e continuava num ritmo elegante, distante dos dois havia uma casa de pedras cinza e era para lá que rumava o estranho cavaleiro. Posso comer, mas não posso pagar...

    Uma hora. Foi exatamente o quanto demorou em andar, atravessar o rio e conseguir chegar a taverna na qual conseguia ver de longe quando avistou o cavaleiro em seu cavalo. O cavalo já estava ali, no estábulo pastando, junto com outros cavalos. Posso vender a adaga em troca de comida, deve valer alguma coisa... E o barulho do sino de novo cliente soou assim que ele atravessou a porta.

    A estalagem não estava cheia, mas também de longe não estava vazia. Murilo se acomodou em uma das grandes mesas sentando afastado dos primeiros ocupantes. Logo foi atendido por uma moça com os cabelos e um loiro cacheado que tentava se afastar das mãos de alguns. Ela estava corada, mas parecia se divertir com aquele assédio. O rapaz apenas sorriu em troca e se serviu da sua bebida observando o movimento. A mesma garota lhe avisou que logo teriam o jantar. E ao pensar no jantar sua barriga roncou, fazia tempo que ele não tinha uma coida decente, desde que saiu em caminhada para buscar o príncipe Drake. E naquela noite eles teriam um javali para comer, bem teria que dividir com os outros vinte clientes, mas poderia comer carne de verdade.

    Não demorou tanto tempo assim e o javali chegou, vinha borbulhando, e aquele caldo que escorria por ele e parava na bandeja. Seus olhos brilharam e sua boca se encheu de água. E não era só ele que havia se deliciado só de olhar para aquele animal suculento, que cheirava bem e lhe fazia a barriga protestar. Alguns esperaram por sua vez, mas muitos junto com Murilo atacaram o animal assim que ele ficou parado em cima da mesa.

    Enquanto tentava arrancar um pedaço do couro do bicho, ou até mesmo a perna, sentiu um forte choque em sua cabeça uma pancada que lhe fez ver tudo embaçado. E sua cabeça doeu mais que a barriga e ele largou a peça de carne que havia conseguido tudo que lembrou foi de ver a escuridão lhe consumir a vista. E o barulho aumentar, e num instante sumir.
    'It's something about you smilin'
    That lights my life
    I need you by my side
    I need you in my life'

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