Vaywa: Uma nova dimensão da Magia: [Castelo Crawford] Torre Norte - Vaywa: Uma nova dimensão da Magia

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[Castelo Crawford] Torre Norte

#1 Membro offline   Vaywa Ícone

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    Postou 21 outubro 2011 - 17:59

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    #2 Membro offline   Kendrac Crawford Ícone

    • Kendrac Crawford
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    Postou 21 outubro 2011 - 18:01

    Horas e horas se passaram. Horas e horas tediosas, odiosas e certamente onde nada se podia se fazer além de jurar vingança a cada minuto que estava ali. Por um minuto, Kendrac que nada tinha comido naquele dia, começou ao longo daquele dia arrepender-se não por seus atos mas por ter sido pego com a “boca na botija”, por ter sido tolo o suficiente para deixar ser pego e estar ali preso em desgraça.

    Gritou várias vezes ao longo do dia para ser ouvido pelos guardas. Mas a única resposta que teve foi que só teria direito a refeição uma vez por dia. Gritou em resposta a isso também. Ao final desistiu dos gritos, já que eles não tinham função nenhuma além de deixar sua garganta dolorida. Decidiu que precisava poupar suas forças e deitou-se exausto, num mutismo amuado. Acabou adormecendo por muito tempo. Acordou com um novo dia amanhecendo e de onde estava deitado pode ver o céu se clareando na pequena entrada localizada no alto da parede, em local absolutamente impossível para alcançar, mas o suficiente para manter a cela ventilada e muito fria.

    A depressão tinha tomado conta de seu coração naquele momento. Não tinha a menor dúvida que as ameaças que fizera ao rei Zemune sobre o pai não passavam de balelas. Nunca tinha sido amado por ele, apenas suportado, por isso mesmo agia como agia. Era uma forma de se destacar e aparecer. Não que fosse muito diferente do resto de sua família. Só uma coisa o diferenciava, na verdade: a vontade de aparecer. Percebeu mesmo que nunca tivesse percebido antes, que fazia tudo isso para chamar a atenção do seu indiferente pai.

    Muitas vezes ele o tinha avisado que na próxima vez não o ajudaria a sair dos problemas que sempre estava envolvido. E muitas vezes o ajudava mais uma vez. Quando recebeu o pedido formal do rei de Vaywa para visita-lo no país e provavelmente ser o herdeiro, agradeceu ao pai para ter ocultado suas muitas transgressões e riu na cara dos outros irmãos, dizendo que estava sendo recompensado por bom comportamento.

    Mas reconhecia agora que tinha agido de maneira não somente temerária, mas absolutamente idiota. Se tivesse mantido ocultos seus comportamentos estaria no melhor dos mundos, como herdeiro do país mais rico da atualidade. E agora? Agora estava preso em uma solitária e fria cela, com o mínimo de alimentação possível.

    Nesse momento, a pesada porta da cela de ferro e madeira grossa, abriu-se com um barulho e ele olhou para essa sem nenhum interesse. Estava cansado demais das horas passadas gritando.
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    #3 Membro offline   Heloise McGregor Ícone

    • Heloise McGregor
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  • ID: 34

    Postou 24 outubro 2011 - 09:44

    Quando soubera nos cochichos do corredor que ninguém menos que o príncipe Kendrac estava preso numa cela na torre norte, Heloise não conseguiu acreditar no que tinha ouvido. Logo ele, por quem ela estava não somente muito atraída, mas também meio apaixonada. Ele era bonito, rico e muito bem relacionado. Tinha plena consciência que não teria mais que breve caso com ele, mas mesmo assim, via chances de lucrar com isso, seja em dinheiro, seja em ser apresentada a seu próximo amante. Foi por isso que ela decidiu ir visita-lo e conseguiu a chance de levar a sua alimentação.

    Não foi difícil para conseguir isso, todas as outras criadas tinham medo do rapaz e sabia o tanto que ele já tinha sido violento com outras moças e mulheres do povo. Por isso, Heloise, estocou com uma bandeja com mais do que a cozinheira tinha mandado servir, ou seja, pão e água. Colocou fatias generosas de carne, biscoitos finos, vinho e um gostoso guisado que seria servido somente para os criados mas que como tudo o servido no castelo estava delicioso. A bandeja quando saiu da cozinha tinha apenas uma jarra de estanho com água e um pão. O resto ela embrulhou num pano de cozinha e escondeu no bolso da saia ampla.

    Esperava que ele entendesse sua boa vontade, pois corria muito risco por levar uma alimentação melhor do que o prisioneiro deveria comer. Quando subiu as escadas estreitas e retorcidas, pensou que independente do que tinha feito, o príncipe ainda devia contar com a boa vontade do Rei, uma vez que as celas da torre norte eram melhores, com móveis e bem arejadas. Diferente dos pobres prisioneiros que ficavam nas masmorras, úmidas e fedorentas. Pediu ao guarda para deixa-la entrar na cela e ele permitiu sem perguntar nada, mas avisando que teria apenas cinco minutos lá dentro.

    Quando o viu deitado na cama, pensou que estava com cara de quem tinha chorado e teve pena do rapaz tão poderoso e agora em desgraça. Mas logo deixou esse sentimento de lado e pensou como poderia ajuda-lo e como conseguiria alguma vantagem nessa possibilidade. Deixou a bandeja na mesinha onde o prisioneiro fazia a refeição, analisando que a mesa e o banco de madeira crua eram muito distantes de todo o luxo presentes na área real do castelo. Tirou do bolso o pano com o resto dos alimentos e avisou para ele.

    - Só podia trazer água e pão. Mas ao invés de água trouxe vinho na jarra. E além do pão, consegui carne, biscoito e tem também um guisado. Não vai passar fome do que depender de mim.

    Viu que ele estava em silêncio e nem tinha olhado para ela, e por isso andou sedutora até ele. E passou a mão em seu rosto.

    - Não fique assim. Vim para te ajudar. Não sei ainda como, mas vou descobrir como posso te ajudar a fugir daqui.
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    #4 Membro offline   Kendrac Crawford Ícone

    • Kendrac Crawford
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  • ID: 13

    Postou 28 outubro 2011 - 07:12

    Dentro de Kendrac forças opostas lutavam entre si. Primeiro a vontade de gritar com a criadinha e a mandar embora dali. Não queria que ninguém visse sua desgraça. Olhou com desagrado para a comida grosseira que ela tinha trazido na bandeja. Logo ele acostumado aos mais caros finos e às mais finas carnes. Mas ao mesmo tempo era a primeira pessoa que se aproximava dele e lhe dizia alguma coisa. Desde que tinha sido encarcerado ali, os soldados simplesmente o ignoravam e não diziam nenhuma palavra. No fundo sentiu-se grato pela tola criadinha.

    Logo sua mente ardilosa, já estava pensando em como poderia tirar algum proveito da tola que poderia ser despedida se descobrissem o que estava fazendo. Com muito custo deu um falso sorriso. Para mascarar o enjoo que a comida gordura e sem forma na tigela lhe trazia.

    - Por hora está ótimo. Mas da próxima vez traga alguma comida que é servida na área dos nobres ou de preferência da área real. A comida é diferente e mais fina. Estou acostumado a isso. Agora venha cá, estou precisando de relaxar um pouco com isso tudo que aconteceu.

    O que se passou nos próximos minutos, foi de certa forma não somente rápido, mas violento, bem a gosto do estúpido príncipe. Mas com o pouco tempo que provavelmente a garota tinha, foi o suficiente para ele ao menos. Quando enfim deu-se por satisfeito, colocou a calça novamente, fechando o cinto de couro enfeitado com pedras preciosas. Não tinha tirado sua roupa, apenas subindo a vasta saia, pois sabia muito bem que ela estava sempre disposta não usando nada por baixo da saia.

    - Essa é a minha garota, sempre fácil, mas sempre deliciosa. Agora seja boazinha e traga alguns itens para mim. Essa cela é de uma pobreza sem limites. Precisarei de travesseiros de penas, lençóis de seda, um sofá para a frente da lareira, um belo tapete, e claro certifique-se de trazer uma comida melhor da próxima vez.


    Olhou à sua volta e viu que não tinha nada para fazer naquelas horas vazias, por isso continuou.

    - Vá até meu quarto e providencie essas coisas de lá, e claro, alguns livros, além de papel e pena e tinteiro. Vou escrever algumas cartas e quero que você encaminhe no primeiro navio para Bahluk.
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    #5 Membro offline   Heloise McGregor Ícone

    • Heloise McGregor
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  • ID: 34

    Postou 31 outubro 2011 - 11:04

    Uma coisa que se podia dizer de Heloise era que ela era flexível. Flexível quanto a ganhos, quanto a promessas e quanto ao que tinha que fazer para ter o que quisesse ter ou pelo menos o que acha que merecia. Mas Heloise também era inteligente. Pelo menos mais inteligente que aquele príncipe entediado e complacente ali na sua frente. Ah tudo bem, ela pretendia ajudá-lo, não somente com base em ganhos futuros. Mas também porque sinceramente gostava dele e do prazer que lhe proporcionava, tão diferente de alguns velhos nobres a que já tinha se entregado. Mas isso não queria dizer que ia arriscar seu pescoço para ajudá-lo. Não mesmo!

    - As ordens reais são que ficará aqui somente a pão e água, Vossa Alteza. Não conseguirei passar pelos guardas, com móveis, tapetes e livros. Serei presa e enforcada e sou única pessoa que está tentando lhe ajudar. Seja inteligente em suas exigências.

    Olhou à sua volta e achou que a cela que o príncipe considerava indigente ainda era melhor que o seu próprio quarto que dividia com outra criada. Lá só tinha uma cama estreita e alguns ganchos na parede para colocar suas poucas roupas. Nem ao menos uma cômoda ela tinha direito a ter. Nobres são mimados por natureza, ainda mais sendo da família real. Mas não tinha importância, ia conseguir libertar esse príncipe mal humorado e conseguiria dinheiro suficiente para ser uma grande cortesã.

    - Trarei papel e pena e tinteiro na próxima visita. Mas por segurança teremos que esconder todo e qualquer indício de que estou ajudando-o. Mas como pretende me pagar por esse favor?
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    #6 Membro offline   Kendrac Crawford Ícone

    • Kendrac Crawford
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    Postou 06 novembro 2011 - 18:30

    Droga! A vida tinha que ser uma droga quando até uma simples e ignorante criada sabia mais que ele. Mas é claro que não poderia trazer o luxo que estava acostumado até ali. Heloise lhe ajudaria no máximo com uma comida melhor e vinho. Talvez até alguma roupa de cama, e roupa para vestir. Mas mesmo isso deveria ser mantido escondido se quisesse ter um mínimo de segurança. Não convinha enfurecer o rei, e ai nem o conforto desse cela ele teria, seria mandado para as masmorras, das quais poucos saíam vivos. As péssimas condições das masmorras de qualquer castelo eram bem conhecidas. Doenças diversas, umidade, insalubridade. Os presos ali nunca mais viam sol. Kendrac olhou pela primeira vez para a cela e achou que era melhor que nada, melhor que estar na masmorra.

    - Por incrível que pareça você está certa. Mas traga o papel e a pena e tinteiro. Vou escrever uma carta para meu pai. Leve até um navio que vai para Bahluk, e peça para entregarem ao rei de Bahluk. Tenho certeza que meu pai não vai ficar nem um pouco satisfeito com a atitude do rei Zemune. Pode estar certa!

    Ao fim, a fome venceu seu nojo com a comida simples. E ele se dirigiu até a mesa de madeira simples e comeu e bebeu com ansiedade. Descobriu que estava faminto, não tendo comido por tantas horas seguidas.

    - Mesmo assim, tente trazer algum livro, ficar aqui sem nada para fazer é terrível. E Heloise, encontre uma forma de fugirmos. Se me ajudar eu lhe arrumarei um casamento com algum nobre menor em meu reino.
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    #7 Membro offline   Heloise McGregor Ícone

    • Heloise McGregor
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    Postou 13 novembro 2011 - 10:35

    O que era difícil para Heloise aceitar era algum tipo de sentimento, seja qual fosse por alguém. Há muito tempo ela tinha entendido que deveria manter-se à margem da sociedade nobre, mas que sempre podia levar inúmeras vantagens. Seus olhos brilharam primeiro quando o príncipe reconheceu que ela estava certa e depois quando prometeu um casamento com algum nobre. Isso seria o coroamento de todos os seus planos. Imaginava-se já em um pequeno e bem cuidado castelo, sendo uma castelã de sucesso. Tendo dinheiro o suficiente para comprar roupas bonitas e tendo joias à disposição para se enfeitar.

    Talvez, se o marido fosse bom, poderia quem sabe lhe dar um ou dois filhos, aos quais pagaria é claro para alguma ama de leite cuidar. Não pretendia perder sua beleza por conta de crianças choronas e sem graça. Mas uma coisa lhe incomodou nesses sonhos, o fato de que no fundo gostaria que fosse o príncipe esse seu “marido” o que a prática Heloise sabia muito bem que estava além de suas possibilidades. Por isso balançou a cabeça e confirmou com a cabeça.

    - Está bem. Comida, papel, pena e tinteiro e livros. Trarei da próxima vez. E por enquanto, mantenha-se em silêncio, não deixe que eles percebam que vou te ajudar. Agora tenho que ir, para não perceberem o que fizemos aqui. disse com uma piscada de olho saindo da cela, depois de uma batida na porta para que abrissem do lado de fora.
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    #8 Membro offline   Kendrac Crawford Ícone

    • Kendrac Crawford
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    Postou 20 novembro 2011 - 21:08

    Não foi exatamente algo previsto, aliás, muito antes pelo contrário. Quem diria que Kendrac teria algum dia algo parecido com uma consciência? Logo ele, tão cônscio de sua importância e de sua linhagem. Logo ele que se orgulhava tanto de ser melhor que o resto da humanidade, por ser filho de um rei, um príncipe de excelente linhagem. Logo ele, Kendrac que nunca imaginou as consequências de seus atos e ainda xingava os camponeses quando eram indenizados por seus atos, de mercenários.

    Mas um olhar foi diferente no meio de todas suas vítimas. Não um olhar de dor, já que muitas das mulheres que ele obrigou a terem relações com ele tiveram, nem gritos ou mesmo aquelas poucas que cederam e aceitaram suas duras condições em troca de meros trocados para manterem silêncio. Não foi tampouco o sentimento de revolta dos comerciantes de Gamble quando pagavam por sua “proteção”. Isso tudo, seu coração empedernido já estava acostumado, e não se sentiria culpado por que queria mais dinheiro para manter seus luxos à custa dos pobres. Não.. o que tinham lhe chamado a atenção foi a dor de uma garota indefesa. Acontecida a pouco tempo, tão pouco tempo que não constava nas queixas que o levaram a ser preso. De fato parecia que o rei ainda não sabia que ele tinha tentado violentar a aia de sua sobrinha.

    Pensando friamente agora, Kendrac percebeu, com algum atraso que tinha exagerado na liberalidade em Vaywa. Tinha que ter sido mais discreto em suas retiradas de dinheiro com os comerciantes, e não precisava ter violado tantas mulheres. Muitas aceitariam por dinheiro. Mas infelizmente para ele, seu gosto tendia a serem garotas jovens e inexperientes, e nunca tinha tido problema nenhum em ter sexo com um pouco mais de violência. Pelo menos para ele a maioria acabava cedendo e mantinham-se caladas sobre o fato depois. Mas aquele dor que sentiu nos olhos de Sarah, e depois a luta que ela propiciou o fez sentir-se ao menos um pouco culpado. E claro instigado a conquista-la. Heloise com seu gosto pelo sexo e sua tendência a sempre cobrar presentes não passava de uma cortesã sem classe. Mas Sarah... Ah! Aqueles olhos verdes com sono e depois raiva dele no momento que ele a acordou, ele queria tê-la mais vezes, em seus braços.

    Pensou que seu plano inicial de hospedar numa casinha nos arredores do Gamble era ainda o ideal. Ou talvez poderia leva-la para Bahluk, onde ninguém mais a conhecia.

    - Posso convencê-la com joias. Vou pedir para que mandem algumas joias do cofre. Aposto que como todas as mulheres que algumas joias e vestidos bonitos e toda inocência ia embora. pensou enquanto esperava o tempo passar, tempo que passava tão lento ali naquela cela desconfortável.
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    #9 Membro offline   Heloise McGregor Ícone

    • Heloise McGregor
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    Postou 27 novembro 2011 - 18:56

    Tinha se passado muitas horas desde que heloise tinha passado naquela cela. Na verdade as ordens era para levar comida e água apenas uma vez por dia. O fato de que estava entrando na cela ainda no mesmo dia era não somente perigoso. Mas como uma garota bonita e bastante disponível, tinha meios bem razoáveis de fazer isso. Prometeu, é claro seus favores ao guarda que estava ao lado da porta, e foi bastante fácil entrar no quarto novamente.

    O príncipe, sem nada para fazer, estava adormecido no catre estreito no canto a cela. Ante de acordá-lo, levou para a mesinha o jantar que tinha furtado da área real. Acreditava que agora Kendrac ia ficar satisfeito, ao comer a comida que estava acostumado. O sono desse estava pesado, pois não acordou nem com o rangido da pesada porta.

    Por fim, colocou embaixo do fino travesseiro o material que tinha falado em trazer, um livro, papel, pena e tinteiro. Era melhor que não ficasse à vista. Se alguém entrasse na cela, o melhor era que visse apenas a jarra com água e o pão sobre a mesa e nada do material para escrever e o livro. Por isso voltou à mesinha e guardou todo o alimento extra que tinha trazido na gaveta embaixo dessa, à exceção do prato de comida que tinha trazido. Olhou à sua volta e viu que tinha feito um bom trabalho e por isso decidiu-se a acordar o príncipe. Sentou-se na beirada da cama e estendeu a mão, tirando seu cabelo dos olhos.

    - Querido? Acorde, trouxe seu jantar e o livro e papel para escrever uma carta. Se se apressar, pode escrever antes de eu sair, e deixo essa carta ainda hoje no navio, como me pediu.
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    #10 Membro offline   Kendrac Crawford Ícone

    • Kendrac Crawford
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  • ID: 13

    Postou 27 janeiro 2012 - 09:32

    Custou muito tempo para acordar. Em parte porque Kendrac estava com sua realidade anterior. Um príncipe rico com muito dinheiro no bolso e muitos amigos, dispostos a fazer qualquer coisa para entrar nas suas graças. No sonho, ele conduzia um jantar com muitas cortesãs e vinho. Combinação perfeita em sua opinião. E como acordar desse lindo sonho e ir para a dura realidade que vivia? O príncipe tentou de todas as formas manter-se dormindo, mas o perfume barato e vulgar, assim com a voz estridente e sem treino da criadinha não permitiu.

    Por fim com um suspiro, abriu os olhos e foi preciso todas as suas forças para não partir para a violência e dar umas boas sacudidas na insolente que lhe acordara. Lembrou-se a tempo de que não podia fazer isso, já que dependia dela para conseguir fugir. Mesmo assim, não resistiu e avisou em voz baixa e rouca.

    – Não me acorde novamente, se tem amor à sua vida.

    Ergueu-se da cama rangente meio tonto, e foi na direção da mesa onde estava disposto um prato com comida de qualidade, obviamente da área real. Comeu o faisão dourado com um gemido de prazer, e bebeu o vinho de uma excelente safra que só se encontraria na área real. Seu humor melhorou consideravelmente ao sentir novamente o gosto do luxo a que estava acostumado.

    - Meus parabéns! Traga mais comida para mim desse tipo está bem? Prometo lhe recompensar regiamente.

    Enquanto a criadinha limpava a mesa e retirava o prato, pegou o pergaminho, tinteiro e pena que ela lhe trouxe nas mãos e começou a escrever. Teve que parar para pensar algumas vezes o que ia escrever. No fim de alguns minutos tinha duas cartas em mão, enrolou e lacrou com a cera quente de uma vela e apertou o anel real de Bahluk para mostrar quem estava enviando.

    - Essa você vai levar para esse navio Skipnot, o capitão é meu conhecido e vai sempre para Bahluk. Vai gostar de levar essa carta para meu pai e ser bem recompensado. E essa aqui, leve para o Conde Notrehunt, ele me deve um bom dinheiro da última vez que jogamos. Não vai recusar me ajudar. Use o dinheiro que ele lhe der para dar propina para os guardas, pretendo fugir dessa cela ainda hoje, portanto seja rápida.
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    #11 Membro offline   Heloise McGregor Ícone

    • Heloise McGregor
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  • ID: 34

    Postou 20 fevereiro 2012 - 09:19

    Com um muxoxo de desdém, Heloise pegou os dois rolos e os escondeu no detestável avental de criada. Tinha esperado um pouco mais de alegria e gratidão do príncipe sendo a única pessoa que o ajudava a fugir no momento. Talvez uma ou duas horas de prazer. Com ele fazia até de graça, tão diferente dos nobres rotundos e mal cheirosos a que estava acostumada a ganhar um pouco mais de dinheiro.

    Pensou nesse momento que pelo menos estava economizando e logo poderia deixar de ser criada. Só precisava mesmo que esse príncipe ingrato e sem educação lhe desse um bom dinheiro, ai poderia abrir uma casa de conveniência como vinha sonhando. Odiava ser uma simples criada, e tudo o que fazia era para lhe garantir um futuro melhor. Queria mesmo é se tornar uma cortesã sustentada por algum nobre. Mas para isso precisava investir um pouco em si mesma, com roupas luxuosas, que chamassem a atenção dos nobres luxuriosos. Sabia que era bonita e chamava a atenção, mas enquanto fosse somente uma criadinha somente receberia trocados.

    - Está bem querido eu faço isso, mas quanto de comissão ganharei desse dinheiro? E vamos estabelecer uma coisa, quero uma casa na aldeia com carruagem e criados para mantê-la. Se não quiser me manter, trate de arrumar alguns de seus amigos para fazer isso, senão não lhe ajudo a sair daqui, está certo?
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    #12 Membro offline   Kendrac Crawford Ícone

    • Kendrac Crawford
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  • ID: 13

    Postou 06 maro 2012 - 21:16

    Até poucos dias atrás quem fizesse uma exigência dessa levaria uma surra que Kendrac teria até prazer com seu gênio exaltado e violento. Mas naquele momento, ele precisou de toda sua energia para controlar-se. Não conseguiu sorrir, isso era demais, mas ao menos reconheceu que ela era a única que tinha acesso a ele e poderia levar recados.

    - Não sei o que eu posso lhe dar, tudo depende de meus bens não terem sido tomados pelo Rei.

    Foi somente nesse momento que um plano começou a se formar em sua mente. Era tão perfeito que assustou-se com sua genialidade. O fato é que tinha se aliado a pessoa errada. Era cínico o suficiente para saber que tinha sido aprisionado somente por sua ligação com Malacar. Nem mesmo obrigar os comerciantes darem dinheiro para ele ou estuprar mulheres era suficiente para prender um membro da família real. Estava ali como suspeito de traição. E podia fazer uso disso, se fosse inteligente.

    - Você consegue entrar nos aposentos do Marques de Rutterford? Preciso que vasculhe tudo o por lá e encontre provas de sua traição. Talvez alguma carta com o rei de Ockley, ou uma prova que esteja ligado ao seqüestro da rainha e do príncipe Drake. O que conseguir pode valer ouro e minha libertação daqui. E fique tranqüila se conseguir isso, vai ter uma vida de rainha, te arranjo até um casamento com algum nobre falido.
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    #13 Membro offline   Heloise McGregor Ícone

    • Heloise McGregor
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  • ID: 34

    Postou 19 maro 2012 - 19:41

    Era mais do que ela esperava. Um casamento na nobreza mesmo que falida era muito acima do que uma simples criada conseguiria. Mas ao mesmo tempo era menos do que ela queria. Uma vez que Heloise faria qualquer coisa para ser rica e admirada. Por isso mesmo, ela fez beicinho e garantiu.

    - Aceito o casamento. Mas trate de completar com dinheiro essa proposta. Quero ser tratada como uma rainha e com muito dinheiro. Um lorde falido precisa de dinheiro para me sustentar.

    Foi até a mesa e colocou todo o resto do alimento, assim como prato, taça, e vinho na bandeja e se dirigiu para a saída.

    - Esconda os pergaminhos e pena. Não queremos que descubram que tem como se comunicar. Vou fazer isso o quanto antes e trago notícias sobre o capitão do navio e se achei alguma coisa nos aposentos do marques.
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    #14 Membro offline   Kendrac Crawford Ícone

    • Kendrac Crawford
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  • ID: 13

    Postou 15 abril 2012 - 09:51

    Com esforço Kendrac segurou as feições calmas. Sua ânsia era de enforcar aquela estúpida com as próprias mãos. Claro que não pretendia fazer nada do que prometera, e a idiota ia perceber isso assim que se visse livre. Mas era esperto o suficiente para saber que precisava fingir disponibilidade e que ia até mesmo arranjar um casamento com algum nobre. A tola acreditava mesmo nisso? Era profundamente orgulhoso de sua origem real e não acreditava em misturar nobres aos plebeus. Nem mesmo um nobre empobrecido merecia conviver com uma mulher que era uma mera prostituta que fazia qualquer coisa para ter dinheiro. Mesmo assim, ele manteve seu rosto calmo e até sorriu depois que conseguiu aplacar a fúria maior.

    - Está bem. Agora vá logo, e não se esqueça, pretendo fugir ainda hoje, por isso seja breve. Lembre-se: vá Skipnot, fale com o capitão e depois procure o Conde Notrehunt. Com o dinheiro que ele lhe der, consiga entrar nos aposentos do Marques de Rutteford e depois vasculhe tudo lá até achar alguma prova dele, uma que o ligue ao rei de Ockley. Vou usar essa prova em meu favor.

    Esperou que a atrevida saísse antes de começar a pensar em novas formas de sair. Estava nas mãos dela, mas mesmo assim precisava descobrir mais um aliado. Ficou pensando longamente onde poderia estar Malacar, afinal o duque de Rutteford desapareceu no ar, como se nunca tivesse existido. Se tivesse realmente fugido para Ockley como acreditava, teria sido capturado. Só conseguia imaginar que ele estava ainda em Vaywa, e muito bem escondido.

    - Não está em suas propriedades pois já teria sido achado. O marquês é odiado por todos, seria denunciado. Ainda mais ele sendo um traidor e ter o destino certo no cadafalso. Não.. ele está aqui mesmo em Vaywa. Talvez na casa de alguma amante. Era um homem pródigo com as mulheres. Próxima missão de Heloise é justamente isso, descobrir quem era a meretriz que ele sustentava atualmente....

    O resto do dia Kendrac passou tentando se lembrar dos amigos mais chegados de Malacar. Lembrou-se de três conselheiros que poderiam ter negócios com ele: Ananias, Ezequiel e Ninrue.

    - Assim que fugir vou investigar esses três. Eu tenho que encontrar aliados e se tiver provas contra eles, posso chantageá-los e ser inocentado dessas acusações ridículas.

    Foi pensando nisso que chegou até a porta e pediu para falar com o rei, pois tinha informações muito importantes. O guarda não respondeu nada, mas ele continuou gritando até que chegou Valerian o chefe da guarda palaciana, ele então explicou que precisava falar com o rei. Quando Valerian saiu ele ficou esperando ansioso.
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    #15 Membro online   Apoio Academia de Armas Ícone

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  • ID: 84

    Postou 21 setembro 2012 - 18:55

    A guarda do castelo veio para levar o prisioneiro até o rei. Eram quatro guardas e Valerian vinha pessoalmente com as correntes para prender os pulsos e tornozelos do príncipe. Não que ele oferecesse algum perigo para nenhum dos musculosos guardas. Mas para se visitar um rei, medidas de segurança eram necessárias. E uma delas era a peça grossa de ferro, com algemas interligadas. A pessoa que usa um instrumento desse mal consegue andar, e assim mesmo é devagar, pois a corrente entre os tornozelos é pequena. Os guardas algemaram o príncipe sem dar ouvido às reclamações desse que era desnecessário e uma arbitrariedade.

    Para evitar qualquer tipo de fofoca, todo o caminho da torre norte até os aposentos reais tinha sido esvaziado. E por segurança, foi colocado sobre a cabeça do príncipe um saco preto, de forma que ele não fosse reconhecido se ainda tivesse alguém. Valerian avisou antes de saírem pela porta da cela.

    - Não o amordaçarei, mas se falar alguma coisa, a mordaça está aqui na minha mão pronta para ser colocada. Agora ande e vamos descer as escadas. Jones e Rupert vão à frente, eu e Max vamos atrás. E enquanto isso, já foi chamado um grupo de criados para limparem sua cela.

    Enquanto saiam em uma fila, Valerian deu uma olhada desconfiada pelo ambiente, seus instintos lhe diziam que com certeza algumas coisas encontrariam ali. A criada que tinha atendido ao príncipe era conhecida por ser muito fácil e ter uma queda por esse. Por isso mesmo, mandou que limpassem e vasculhassem tudo, trocando as roupas da cama, inclusive.

    To be continued
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