Vaywa: Uma nova dimensão da Magia: [ockley] Montanhas Sombrias - Vaywa: Uma nova dimensão da Magia

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[ockley] Montanhas Sombrias

#21 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

  • Petrucio Richtoffen
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  • ID: 36

    Postou 27 novembro 2011 - 19:03

    Desconforto. Esse era o sentimento geral ali naquele túnel escuro e mofado. Como assim, “essa é a filha do inimigo e nós nos casamos?” como Petrúcio poderia conviver com isso e a natural desconfiança que isso traria. Como levar a filho do mais detestável e cruel inimigo de Vaywa para Gamble e apresentar ao rei Zemune como sendo a esposa de seu filho Drake. O herdeiro de Vaywa, teria como esposa a filha de Melifius Ockley? Por Merlin! Petrúcio já tinha visto situações piores, mas não muito piores que isso. Claro que era esse o plano do rei de Ockley, a união entre os dois países, mesmo que de maneira forçada.

    Mas por agora, o duque não tinha que se preocupar com planos e estratégias de Ockley e sim com a segurança de todos e como confiar na filha do inimigo? Provavelmente ela e a aia eram espiãs que contariam tudo o que vissem sem dó. Desconfortável, sabia que não poderia deixá-las simplesmente ali, mas trocou um olhar com Ronald, avisando-o para não tirar os olhos das duas nem por um momento.

    - Muito prazer, mas agora o melhor que temos a fazer é voltar esse túnel. Ronald, Leve as duas para o acampamento, e faça com que fiquem confortáveis. Drake, vamos em frente e tentar ajudar Sean nesse resgate.
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    #22 Membro offline   Ronald Colwell Ícone

    • Ronald Colwell
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  • ID: 39

    Postou 27 janeiro 2012 - 09:45

    O cavaleiro era um guerreiro antes de tudo e por isso revoltou-se em ter que ser uma babá de duas mulheres das quais sinceramente não confiava. Não conseguia acreditar que o príncipe Drake tinha aceitado a incumbência de trazer duas traidoras junto a essa fuga tão arriscada. Era óbvio em sua opinião que elas tinham se tornado amigas do príncipe para levar informações para o pai.

    O duque já tinha lhe chamado atenção e por isso mesmo, limitou-se a virar e voltar o caminho percorrido. Doeu-lhe fazer isso, mas não podia recusar-se a obedecer uma ordem direta. Mal humorado, não diminuiu a velocidade de seus passos para as mulheres lhe acompanharem, e esperou apenas que elas corressem em sua direção para não ficarem no escuro. Quando já divisava a tênue luz da fogueira do lado de fora, parou e esperou que o alcançassem, falando em voz baixa.

    - Não sei se estão aqui realmente fugindo ou estão aqui como traidoras, mas fiquem sabendo que estou vigiando e ao menor sinal de traição não hesitarei em tomar a providência que for necessária. Minha espada não hesitará em agir, entenderam? Prometi proteger a família real e o reino de Vaywa, e é isso que vou fazer...
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    #23 Membro offline   Glenda Seiblitz Ícone

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  • ID: 85

    Postou 20 fevereiro 2012 - 09:27

    Para variar foi Glenda quem colocou-se à frente de Amy e respondeu com o queixo erguido. Era sua aia desde muito jovem, e quase uma mãe para aquela doce jovem inocente, não ia admitir que um grosseirão destratasse sua menina.

    - Cabe ao príncipe Drake decidir isso. E não à você. Se bem me lembro recebeu uma ordem direta de seu supervisor, e deve obediência, portanto, faça a gentileza de nos dar espaço para passar.

    Decidida, a aia pegou a mão de Amy e a forçou a continuar a andar, indo na direção da tênue luz de uma fogueira que se divisava ao fim do túnel.

    - Quer nos vigiar? Vigie! Mas não se aproxime, ou relatarei ao príncipe Drake. Agora é melhor sairmos desse túnel abafado e sujo.

    Quando passou pelo cavaleiro tinha a postura de uma rainha, e o queixo erguido. Ninguém ameaçava Amy, a quem considerava como filha e saía ileso e aquele estúpido ia aprender logo.
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    #24 Membro offline   Ronald Colwell Ícone

    • Ronald Colwell
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  • ID: 39

    Postou 06 maro 2012 - 21:31

    Com um dar de ombros, Ronald não respondeu nada, mas continuou a observar atentamente as duas. Por sua vontade teria continuado a percorrer o túnel e ajudar a salvar a rainha, mas se era essa a ordem do duque ia cumpri-la com atenção e cuidado. Não confiava em ninguém que tivesse nascido em Ockley, e acreditava ser essa uma armadilha armada pelo rei Melifius.

    Quando saiu do túnel, ordenou a Peter que apagasse o fogo para manterem-se ocultos por um pouco mais de tempo e confirmou em voz baixa.

    - Encontramos o príncipe no túnel junto com essas duas mulheres. A mais jovem é filha do rei Melifius, e Drake disse que está casado com ela. Mas me ajude a vigiá-las tudo bem? Não sabemos ainda se podemos confiar.

    Quando o escudeiro apagou o fogo, a pequena clareira ficou em completa escuridão e levou um tempo antes que Ronald pudesse identificar as formas das árvores à sua volta. A única iluminação era a tênue fagulha que ainda estava acessa nos pedaços de madeira no fogareiro.

    - Sinto que algo está errado, prepara-se Peter, pegue a espada, estamos sendo observados.
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    #25 Membro online   Sean Moore Ícone

    • Sean Moore
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  • ID: 40

    Postou 06 maro 2012 - 21:34

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    O túnel tinha por volta de dois quilômetros, Os últimos metros percorridos, foram numa velocidade cada vez maior. A gritaria dos outros soldados se ouvia já no principio do túnel. E o tempo era muito curto. Com Hayden ainda desmaiada em seus braços, Sean pediu para a rainha Miranda ir a sua frente junto com a estrangeira, enquanto deixava Petrúcio e o príncipe atrás para enfrentar os eventuais soldados que conseguissem alcançá-los. Precisavam correr e muito e fechar o túnel e conseguir realizar essa fuga que se tornava mais impossível a cada segundo. Ao final, mesmo resistindo a deixar Hayden nos braços de outro homem pediu para Drake.

    - Carregue-a para mim. Estou em melhores condições que você e posso nos defender melhor.

    Enquanto passava a jovem para os braços de Drake, deu uma última olhada para ela, preocupado com sua inconsciência. Mas no momento precisava lutar para que todos pudessem escapar. Continuaram a correr depois dessa breve pausa, mas com Sean segurando sua pesada espada, sentiu-se mais confiante dessa fuga insana.

    - Chegamos por aqui através de um portal, podemos fugir por ali, mas para isso Hayden tem que estar acordada, e ela desmaiou depois... lembrando-se a tempo que magia era proibido, Sean segurou-se para falar para Petrúcio que seria obrigado a prendê-la assim que chegassem a Vaywa. Tinha que protegê-la. - Existe algum outro caminho?
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    #26 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

    • Petrucio Richtoffen
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  • ID: 36

    Postou 19 maro 2012 - 19:47

    Se Petrúcio percebeu a mudança de assunto de Sean não deu a perceber. Mesmo assim, depois da ajuda inestimável que tinha recebido do mago na floresta, o Cavaleiro tinha nova perspectiva sobre magia. Não sabia de ninguém que usasse magia no reino de Ockley e esses sim, considerava os verdadeiros vilões.

    O duque percebeu a magreza excessiva que Drake estava, a tristeza nos olhos da rainha e até mesmo os pulsos machucados da bonita loira. Não precisava pensar muito para saber o que ela tinha passado nas mãos do devasso rei.

    E falando francamente, ele faria uso de qualquer meio para conseguir fugir, incluindo ai a magia. Não tinha seguido uma estúpida bola de energia num túnel escuro abaixo da terra para chegar ali? Passaria em quantos portais mágicos que fossem necessários.

    - Podemos tentar chegar ao túnel por qual viemos. Mas não creio que não teremos tempo. O túnel fica por volta de três quilômetros daqui, nas montanhas, esses soldados que estão nos seguindo nos verão. E temos mais pessoas que cavalos, não conseguiremos ser velozes o suficiente. O mago que nos indicou o túnel disse que essa moça que lhe acompanha nos levaria a esse portal, temos que conseguir acordá-la, ou morreremos.
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    #27 Membro offline   Michele Pettyfer Ícone

    • Michele Pettyfer
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  • ID: 10

    Postou 15 abril 2012 - 09:58

    Para alegria de Michelle, ela logo viu que o túnel estava chegando ao fim. Não acreditava que tinha conseguido andar tanto no estado em que estava. Sem querer, olhava para o ombro seguidamente para o cavaleiro carregando a moça que tinha feito a magia surpreendente. Vinha de um mundo que magia não existia e, portanto ficou devidamente impressionada. Mesmo assim, desde que viu o forte cavaleiro não se furtava ao prazer de olhar para ele o tempo todo. Isso foi bom para distraí-la do quase eminente desmaio ao qual somente sua força de vontade impedia de chegar. Quando a rainha a soltou para pegar uma espada imensa e de aparência assassina, segurou-se na parede pegajosa e somente o medo de ser aprisionada de novo naquele quarto.

    Sair pela porta de pedra daquele túnel foi a melhor coisa que sentiu em muito tempo. Aspirou o ar finalmente só para torcer o nariz, pois estavam em um pântano fedorento. Mesmo assim, ainda era o cheiro de uma liberdade provisória ainda, mas mesmo assim, melhor do que sentia antes algemada àquela cama.


    Segurou-se numa árvore pequena e retorcida e esperou que alguém percebesse que não estava bem. Viu alguns cavalos amarrados a essa mesma árvore, comendo a pouca grama do local e contou cinco cavalos. Não sabia como fugiriam dos soldados enfurecidos e preocupou-se ainda mais. Foi nesse momento que determinação surgiu em seu rosto. Estava muito fraca ainda, mas acreditava que poderia passar mal depois.O momento era de luta e ia lutar.

    Nesse momento viu para sua surpresa seu irmão. Quase chorou ao ver a figura amada, e apressou-se a correr até ele.

    - Maurice, que bom te ver novamente. Cheguei a pensar que nunca mais o veria. Como conseguiu chegar até aqui?
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    #28 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

    • Petrucio Richtoffen
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  • ID: 36

    Postou 21 setembro 2012 - 19:04

    Não houve tempo para uma resposta. Nessa hora o mundo parecia que explodia em pedaços. Os cavaleiros acostumados a batalhas conseguiram se segurar nas árvores. O que viram quando puderam se firmar no chão novamente era um impressionante. Um monstro, de mais de dois metros de altura, olhos vermelhos. Parecia vagamente com uma figura humana, mas a semelhança era pouca. Ele parecia enfurecido, soltando rajadas de vento a cada leve movimento de seus braços. Petrúcio correu a pegar a espada que tinha caído ao chão na primeira rajada mais violenta. E tentou sair da influência dos ventos onde não poderia defender todos que estavam ali.

    - Façam um círculo! Se todos atacarem ao mesmo tempo, temos chance! gritou para seus cavaleiros ouvirem acima da balbúrdia imperante.

    Para piorar toda a situação, o duque tinha certeza de que os soldados oriundos do castelo não demorariam a chegar ali. Percebendo a urgência da situação que se tornava desesperadora a cada segundo, Petrúcio ordenou para os outros.

    - Murilo e Maurice, saiam daqui, levem todos. Os cavaleiros fiquem, vamos tentar impedir esse monstro. Sean, tente destruir a saída do túnel, depressa!
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    #29 Membro online   Sean Moore Ícone

    • Sean Moore
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  • ID: 40

    Postou 21 setembro 2012 - 19:05

    Ao ser levado pelos ares, a única preocupação de Sean era mesmo segurar Hayden que estava ainda desacordada em seus braços. Caíram os dois, ao chão depois que a primeira rajada de vento mais violento terminou. Na preocupação de resguardar a sacerdotisa, o cavaleiro caiu de mal jeito, de costas, sentindo na mesma hora a dor não somente da queda, mas também do peso de Hayden sobre ele. Na hora sentiu que tinha quebrado algum osso, mas ignorou a dor insuportável, colocando Hayden o mais afastado o possível da cena violenta. A criatura à frente deles era absurdamente grande e violenta. Não sabia como poderiam proteger as mulheres ali presentes. Eram muitos, Ele, Petrúcio, Ronald, Drake e Peter. Mas mesmo assim, não sabia que tinham nenhuma forma de ganhar daquela criatura mágica e imensa. Reconheceu que o duque tinha descoberto em poucos segundos a melhor estratégia naquela situação horrível. E tentou fazer o melhor possível para fechar a porta do túnel. Viu para seu desprazer um homem que não conhecia, assim como o valete do príncipe parados, sem nenhuma ação. Reconheceu o local em que ele e Hayden passou há apenas algumas horas há alguns metros e gritou para os dois:

    - Depressa, sigam por ali. Levem as mulheres para lá. E Murilo, preciso de sua ajuda, leve essa moça aqui desmaiada. Nos os seguiremos assim que for possível.

    Fechar a porta da entrada do túnel era fácil, bastando puxar uma alavanca em forma de galho incrustada na rocha. Não demorou muito tempo para descobrir isso. Mas ele sabia que o túnel podia ser aberto por dentro. Com esforço, por causa das costelas quebradas subiu a rocha que era a entrada do túnel, tentando descobrir como promover uma avalanche de pedras para impedir a sápida dos soldados enfurecidos que gritava no longo túnel.

    - Drake? Ajude-me aqui, e aí poderemos combater o monstro.

    Gemendo a cada pedra que pegava, Sean começou a jogar as pedras de qualquer jeito para baixo, tentando criar uma muralha que impedisse os soldados de saírem. Não via mais nada a frente, tentando desesperadamente proteger o numeroso grupo nessa fuga. Mas assustaram-se quando ouviu a voz de Hayden que em sua cabeça já estava longe dali, em segurança. Olhou para ela, não acreditando que estivesse de pé. Estava pálida, mas parecendo recuperada da falta de forças anterior.

    - Vá atrás das mulheres, abra o portal. Nós nos viramos aqui. E seguiremos por outro caminho.
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    #30 Membro offline   Hayden Ravin Ícone

    • Hayden Ravin
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  • ID: 49

    Postou 22 setembro 2012 - 22:36

    A obrigação de fazer o que Sean lhe ordenava lutava dentro de si pela sua independência natural. Claro que quando enfim voltou a si, pensou que deveria acompanhar as mulheres e conseguir abrir o portal, que era tão importante quanto ficar ali e lutar. Mas no seu íntimo percebeu que precisava ajudar. A criatura enfurecida na entrada da clareira não era páreo para nenhum dos cavaleiros, e ela sentir-se-ia eternamente culpada por não fazer seu melhor. Para falar a verdade ela chegou a pensar em sugerir exatamente o contrário, ou seja, que todos fossem embora e a deixassem sozinha, pois ali naquela clareira era a única com a mínima possibilidade de vencer a criatura mágica.

    Hayden não se deu ao trabalho de responder. Não existia tempo para isso, mesmo porque estava ocupada em ajudar Sean em derrubar o túnel. Precisavam pensar em somente uma frente de batalha. Seria muito desastroso do que a situação já prenunciava enfrentar dezenas de soldados enfurecidos saindo pelo túnel. Fechando os olhos procurou dentro de si forças o suficiente para trazer à tona um gêiser de água com força suficiente para derrubar o túnel de pura rocha.

    Não tinha ainda resgatado suas forças depois de deixar um castelo inteiro adormecido, mas mesmo assim, pretendia fazer sua parte. Do jeito que iam as coisas iam fatalmente morrer todos ali, graças ao demônio enfurecido. Só via a si mesma como uma mínima possibilidade de vencerem. Era uma raça mágica, e somente ela tinha magia ali. Os bravos cavaleiros que enfrentavam uma ameaça maior do que podiam vencer pereceriam se ela não fizesse algo. Para sua sorte, utilizando o elemento água ela não perdia muita energia e além do mais ela ainda estava usando a energia mágica da água que estava puxando. Por isso mesmo conseguir que o gêiser jorrasse da terra, destruindo o túnel de pedra Fo fácil e até mesmo resgatou sua energia de maneira considerável. Com o primeiro obstáculo destruído, ela olhou para os dois cavaleiros que tinham caído com o tremor da terra provocado pelo gêiser. Só então respondeu.

    - Vocês precisam correr, esse demônio enfurecido não é invencível mas espadas não o ferirão. Eu tenho como lutar! Sean convença o duque e os outros cavaleiros a fugirem. Eu consigo algum tempo para que vocês consigam chegar ao túnel..
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    #31 Membro online   Sean Moore Ícone

    • Sean Moore
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  • ID: 40

    Postou 25 setembro 2012 - 21:35

    Quando veio a explosão do gêiser, uma grande rajada de ar elevou todos que estavam ali naquela pequena clareira, O que foi muito bom, considerando que o túnel de pura rocha foi abalado pelo gêiser e começou a ruir, provocando um grande abalo sísmico embaixo. Assim quando os homens começaram a cair novamente, encontraram o chão um pouco mais seguro do que estava segundos antes. Mesmo assim, todos pararam por um tempo olhando assustados para a loira alta e misteriosa no alto da pilha de pedras. Era a única que estava de pé. Ouviu-se um murmúrio baixo que muitos compartilhavam. A única palavra discernível era “magia”. E todos olhavam entre amedrontados ou acusadores. O fato é que mesmo tendo impedido o ataque pelo lado do castelo, pois onde antes ouvia-se gritos animados de guerra, ouvia-se um profundo silêncio, todos, incluindo os cavaleiros temiam a magia, considerada como uma coisa ruim.

    Foi Sean quem contornou o desconforto, gritando para ser ouvido por todos. O demônio próximo a eles continuava jogando rajadas de vento cada vez mais violentas. Era hora de juntar esforços e atacar aquele monstro ou não sairiam dali vivos.

    - Esqueçam isso! Temos que atacar esse monstro. Juntos conseguiremos.

    Com um grito de guerra, Sean ergueu a espada e correu na direção do monstro, enfiando a espada em seu dorso. Não chegou a furar o suficiente para matar, já que aquela criatura parecia ter uma pele mais dura que couro. Mesmo assim, foi o suficiente para fazer um feio rasgão.

    - Ele pode ser atingido, juntos vencemos. disse segundos antes de ser lançado ao ar novamente, com uma rajada de vento.
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    #32 Membro online   Deluk Ícone

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  • ID: 90

    Postou 28 setembro 2012 - 19:08

    Previously

    Fronteira entre Vaywa e Ockley. Um lugar deserto, por certo. Mas somente para pessoas que não olhassem atentamente. O fato é que existia uma guarnição do exército de Vaywa pronta a defender o país a qualquer momento. Era sabido por todos que o povo de Ockley graças a ser um grande e fedido pântano viviam de expedientes e roubos. Os numerosos e violentos cavaleiros desse reino se vangloriavam dos saques e assassinatos que cometiam. Eram considerados a praga do tempo em que viviam, um país que todos queriam que não existisse. Não era a toa a quantidade de soldados mantidos ali naquela fronteira árida e deserta. O fato da fronteira entre Ockley e Vaywa ser coincidentemente uma imensa cordilheira, trazia maior proteção que outros países que faziam fronteira. Sem ter como ir para o interior do continente, os Ockeyanos se especializaram em fazerem assaltos com barcos, em países vizinhos por mar. Por isso, embora fortemente armados, raramente existia algum risco de invasão do país. Apesar disso, a fortaleza da fronteira estava de prontidão sabendo que uma guerra podia se iniciar a qualquer hora.

    Mesmo assim, àquela hora não existia ninguém por perto na fronteira. Quando Dehuluk apareceu num redemoinho de fogo, houve uma breve iluminação no local. Sorte que não existia ninguém para ver o fato. Usando seu sentido de nightwalker, ele procurou algum movimento ou mesmo aumento da temperatura por perto. Sua preocupação é claro era com o seu amigo, que tinha sido convocado pelo nigromante. Tinha que impedir uma tragédia pior. Sabia muito bem que provavelmente não tinha mais possibilidade de salvar o amigo. Demônio uma vez transformados não tinham como voltar ao processo. E ai, a humanidade só tinha conhecido da raça quando esses estavam enfurecidos e fora de controle, coisa muito diferente da raça normalmente.

    Logo conseguiu identificar o que estava procurando, um aumento na temperatura normalmente amena de uma noite de verão. Era bem distante do centro do país onde se situava o castelo de Letto, mas o medo de Dehluk naquele momento era que ele estivesse se dirigindo para a fronteira, que era exatamente onde ele estava.

    Já estava se dirigindo para o local quando viu a chegada do dragão pelos ares. Não avisou nada, pois certamente o dragão já tinha avistado a mesma coisa que ele, com um rodopio, desapareceu novamente e foi na direção onde provavelmente seu amigo, Alek estava sendo controlado por um nigromante. Tinha que achar o nigromante também, e destruí-lo para impedir desse terrível mago. Embora soubesse que mesmo com tristeza teria que destruir seu amigo, faria o que fosse preciso.

    Quando apareceu no exato ponto em que numa clareira um demônio transformado estava sendo mantido dentro de uma estrela, esculpida em fogo mágico, no chão da clareira de árvores retorcidas.

    Nos olhos do amigo não eram mais distinguíveis as características que ele tinha antes de transformado, sua gentileza e inteligência. Era uma simples besta ali, pronta para destruir quem passassem pelo caminho. Dehluk não se expôs ainda, tentou localizar o nigromante que estava controlando seu amigo. Demorou um pouco mas logo o encontrou. Estava distante uns duzentos metros, próximo à cordilheira que marcava a fronteira
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    #33 Membro online   Apoio Ockley Ícone

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  • ID: 57

    Postou 08 outubro 2012 - 22:26

    O nigromante estava em seu elemento. Quando o rei lhe avisou para usar o demônio que ele dominava para impedir a fuga de seu castelo, ele imediatamente aparatou para próximo à saída do túnel secreto juntamente com o demônio ainda mantido inconsciente graças a um fortíssimo feitiço. Sua intenção era matar a todos os soldados que tinham vindo para resgatar o príncipe e a rainha. Os soldados que corriam pelos túneis tinham a função de resgatar os fugitivos e levá-los para suas celas ou aposentos. Ele iria ser a principal arma do rei desesperado para impedir uma fuga em massa de seu castelo de prisioneiros muito importantes.

    Kinfax era não somente um nigromante muito desenvolvido, mas o principal sacerdote daquele reino que tinha optado pelo mal e pelo saque ao longo dos séculos. Ninguém sabia sua verdadeira idade, aliás, nem ele mesmo tinha certeza sobre isso. Mas isso não importava, pois mais alquebrado que estivesse seu corpo, seu poder mágico era entrevisto no brilho maligno de seus olhos. Poucos sabiam de sua faceta mais negra e oculta, mas entre esses poucos existia é claro orei Melifius Ockley, que o mantinha como sua arma mais poderosa e secreta.

    O nigromante, ficou observando o acampamento improvisado com um sorriso maligno logo todos estariam mortos quando soltasse a besta fera exatamente no meio deles. Mas tinha que ser no momento exato, nem antes e nem depois. E esse momento chegou quando do túnel secreto começaram a sair os fugitivos, foi aí que ele enunciou o feitiço que acordou o demônio e o enviou para matar e destruir todos que encontrassem pelo caminho.

    Tão concentrado estava Kinfax que não percebeu o outro demônio na clareira. Foi com um susto que recebeu uma rajada de fogo em seu peito, caindo para trás e perdendo o controle momentâneo do monstro. Sabendo que era fraco para conter o poder do rei dos demônios, o mago deu uma reviravolta em sua capa e desapareceu no ar, indo para seu esconderijo. Controlar o demônio transformado ia manter o rei dos demônios ocupado, e até então a destruição ia ser patente. Estava satisfeito com o resultado da missão, mesmo que não ficasse para ver como pretendia.
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    #34 Membro online   Deluk Ícone

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  • ID: 90

    Postou 22 novembro 2012 - 09:19

    Mas o que Kinfax não contava mesmo era com Dehluk tê-lo localizado em tão pouco tempo. Foi com muita dificuldade que o demônio segurou seu já conhecido gênio explosivo e aparatou bem próximo do cume da montanha onde o evasivo nigromante controlava seu amigo, agora transformado de maneira irreversível. Precisava da surpresa no ataque ao nigromante ou ele poderia tentar dominá-lo também. Duvidava que soubesse seu nome secreto, mas podia perceber que o homem à sua frente era muito poderoso e preferia não arriscar-se. Os homens naquela pequena clareira rodeada de árvores retorcidas corriam perigo, e Dehluk sempre preferia evitar perdas de vidas, seja de qual raça for.

    - Vamos ver se consegue dominar esse fogo seu cretino!

    Concentrou-se antes de lançar uma parede de fogo que rodeou imediatamente o nigromante, impedindo-o de fugir. Uma vez controlado ou morto o nigromante seria mais de dominar Alek e matá-lo o mais rapidamente possível. Faria isso com dor, mas saia que ma vez transformado em um monstro não tinha como reverter o quadro. E o intelectual e manso Alek aprovaria que ele fizesse isso.

    Infelizmente o nigromante dominava a arte de se transportar de um lugar para outro e por isso a muralha de fogo não foi o suficiente para derrotá-lo. O covarde simplesmente desapareceu quando viu a muralha de fogo, deixando o demônio transformado para promover mais destruição. Era a hora de fazer o inevitável, ou seja, destruir seu amigo de infância, o pacato Alek. Foi com dor no coração, mas atento que Dehluk concentrou-se em derrubar Alek. Existiam muitos métodos que poderiam ser efetivos para matar um demônio transformado. Mas o mais efetivo incluía o uso do ferro. A substância era o ponto fraco de sua raça. Coisa que pouquíssimas pessoas sabiam. O problema é que não tinha encontrado nenhum ferro por perto, e obviamente ele não teria algo que poderia ser fatal se tocasse.

    Só restava fazer pelo método difícil. Fez novamente o muro de fogo dessa vez em volta do antes tranquilo e agora enfurecido Alek e conjurou um raio que caiu diretamente dentro do muro que rodeava o demônio transformado. O ser maligno ali explodiu em chamas. Olhando a sua volta pela primeira vez, Dehluk percebeu que se expôs a muitos humanos. Conhecia as leis estúpidas e o preconceito sem precedentes que os humanos dessa época possuíam. Por isso mesmo as raças mágicas se afastaram do convívio dos humanos. Mas o que via naquele momento era total destruição. A maioria dos humanos presentes estava desacordado e muito ferido. Um dos homens estava acordado, gemendo, tendo sido jogado por muitos metros pelo ar e batido numa árvore, deve ter quebrado alguns ossos. Todos os outros estavam em pior estado até. Surpreendentemente uma mulher alta e loira andava entre um e outro tentando curar. Por seus atos, Dehluk logo compreendeu que ela tinha magia e era uma excelente companheira. Mesmo assim ficou em silêncio sem se aproximar.
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    #35 Membro offline   Hayden Ravin Ícone

    • Hayden Ravin
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  • ID: 49

    Postou 22 novembro 2012 - 09:22

    A única que não estava caída ao chão era mesmo Hayden. Isso só tinha ocorrido porque ela estava sobre o túnel destruído um pouco distante da grande rajada de vento. Foi providencial que não caísse, já que o demônio enfurecido tinha deixado inconscientes e muito machucados, todos os homens. Desesperada olhou a Sean primeiro, e o recostou numa árvore retorcida. Quando terminou de colocar as mãos sobre o cavaleiro ele estava consciente novamente e embora ainda atordoado não tinha ossos quebrados como antes. Tão entretida estava que se esqueceu momentaneamente do monstro enfurecido e não viu toda a ação empreendida. Vagamente percebeu que não existiam mais rajadas de ventos e que o ar esquentou consideravelmente.

    Era principalmente uma curadora, nunca tinha tido vocação para ser guerreira, nem tampouco gostava de liderar nada. Podia é claro usar algumas magias com água e curar. E era exatamente isso que estava fazendo naquele momento. Uma vez que Sean estava mais estabilizado, começou a percorrer entre os homens caídos, tentando ver o estado em que estava cada um. Além de alguns ossos quebrados e da maioria inconsciente, não viu nada de grave. Estava curando o braço de um dos cavaleiros quando percebeu um homem alto e loiro a alguma distância de onde estava apenas a olhando. Pela primeira vez viu a pequena clareira e percebeu que apesar do caos não existia mais aquela criatura medonha os ameaçando. Em sua ânsia de ajudar a todos não percebeu que a batalha tinha se encerrado e nem tampouco que existia um outra pessoa naquele momento.

    Com receio largou o braço do cavaleiro e ergueu-se do chão, limpando a mão na saia que já tinha visto dias melhores. Por um momento pensou que deveria se trocar, colocar uma roupa limpa até mesmo tomar um banho. Mas depois se deu conta do ridículo da situação. Estavam no meio de uma batalha, com homens feridos, um exercito de Ockley prestes a atacá-los. Ergueu o queixo num ângulo atrevido e andou até o homem, perguntando sua maior dúvida.

    - Foi você quem destruiu aquele monstro? Como fez isso?

    Era claro que tinha muitas e muitas perguntas, tantas que seu peito sufocava. Mas manteve-se quieta à espera da resposta que queria. Nunca tinha visto semelhante monstro e precisava descobrir o que era e como se defender. Sua intuição lhe dizia que não seria a primeira vez que veria um monstro daqueles, e que era uma arma secreta do rei de Ockley.
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    #36 Membro online   Deluk Ícone

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  • ID: 90

    Postou 26 dezembro 2012 - 22:23

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    Enquanto observava a loira trabalhando percebeu muitas coisas. Primeiro não teve dúvida de sua origem nobre. Era algo muito interno, que nem mesmo ela podia perceber, como a finura de seus gestos, seu porte elegante. Podia vê-la perfeitamente num salão de um castelo, sentada numa cadeira de espaldar reto, com um vestido riquíssimo, debruado de joias. Por um momento, desejou ser em sua elegante residência que ela estivesse. Mas logo abanou a cabeça, pensando que sonhar nunca tinha sido a melhor opção. Como príncipe de seu povo, deveria procurar alguém entre sua gente, por mais solidão que fosse obrigado aguentar, tinha que ser responsável. Mas uma leve esperança nasceu em seu peito ao perceber que ela tinha magia em suas mãos. Viu as fagulhas de energia cada vez que ela tocava em alguns daqueles cavaleiros. Não resistiu a tentar ler seus pensamentos, entrar em sua mente. Mas para sua surpresa, existia uma barreira forte, indicando que ela realmente era do povo mágico.

    Estava tão ocupado a observando em seu menor movimento que não esperava que ela se levantasse e fosse até ele, depois de uma hesitação. Olhou para ela de perto, descobrindo o puro azul de seus lindíssimos olhos.

    - Sim! Fiz minha obrigação. Mas ele não era um monstro, monstro é quem o transformou naquele demônio. O nigromante que age sob as ordem de Melifius Ockley... esses dois é que são os verdadeiros monstros. Alek era um homem culto e pacato, incapaz dessa violência. Mas uma vez transformado, que um da minha raça é transformado, só podemos matar.

    Enquanto falava, observava cada um dos seus finos traços, sentiu seu cheiro de limpeza e frescor apesar da roupa simples de uma criada que estava usando.Percebeu até mesmo o cheiro das ervas que ela devia usar em curas.

    - Usei meu poder... Meu elemento é o fogo. E o seu elemento é a água não é? Não deveria estar entre esse povo preconceituoso, corre riscos. Se quiser, pode me acompanhar, te levarei até Arion, que deve ser o seu lugar.
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    #37 Membro offline   Hayden Ravin Ícone

    • Hayden Ravin
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  • ID: 49

    Postou 10 setembro 2013 - 11:38

    A despeito de ser uma exímia curandeira , Daphne estava mais acostumada a estar sempre na floresta sozinha, em quase completo silêncio. Mesmo quando atendia aos habitantes de Árion, pouco conversava. A única pessoa que tinha escapado dessa opção de manter-se sempre em silêncio era mesmo Mandor, não somente por ter sido quem a resgatou quando vagava pela floresta quase morta de desnutrição, mas porque o considerava como um pai. Encontrar-se com seu prometido de infância, também era uma novidade em seu mundo tão pequeno. A verdade é que mesmo sendo um dos habitantes de Árion, e consequentemente ter magia em si, sabia que se origem nobre fosse descoberta, seria alvo de preconceito também entre o povo mágico.

    Por isso num primeiro momento teve medo de que um completo estranho chegasse perto dela, sabendo inclusive qual o elemento que dominava, algo que poucos sabiam. Mas seu instinto lhe dizia que ele tinha visto além de sua aparência e roupa simples. Por isso mesmo ela disse com toda a verdade.

    - Fui acolhida com muito amor em Árion, quando Mandor me resgatou mas não é tampouco meu lugar... E não precisa se preocupar se houver algum problema posso desaparecer.

    Refletiu por um momento sobre as importantes informações que o homem lhe dizia e prestou especial atenção ao fato de que ele se indicou como sendo de outra raça. Não sabia o que ele queria dizer, mas mesmo assim achou importante entender. Não teria a menor possibilidade de se defender e defender aos outros que ali estava e precisava aprender isso. Se o que ele estava falando era verdade, não ia ser o último ataque desse tipo.

    - Como fez isso? Eu gostaria de aprender, para me defender numa próxima vez....
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