Vaywa: Uma nova dimensão da Magia: [ockley] Montanhas Sombrias - Vaywa: Uma nova dimensão da Magia

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[ockley] Montanhas Sombrias

#1 Membro offline   Vaywa Ícone

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  • ID: 2

    Postou 09 agosto 2011 - 06:21

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    #2 Membro offline   Peter Reeves Ícone

    • Peter Reeves
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    Postou 09 agosto 2011 - 06:22

    A bola de luz não parecia ser uma simples bola de luz como todos imaginavam. Sem que ninguém houvesse pedido alguma coisa, ela disparou rapidamente para encontrar algo que todos ansiavam: a saída. Não obviamente a saída que esperariam. Já que essa era próxima a um grande rochedo escarpado e que na verdade traria algumas dificuldades para desceram ao nível do castelo que se via há pouco mais de dois quilômetros à frente. Para alegria de todos, além disso, existia um platô onde todos poderiam se acomodar com mais conforto que dentro da caverna.

    Para o espanto de todos estava amanhecendo, e o sol brilhando no horizonte subia lentamente num céu absurdamente em tons de vermelho e laranja, indicando que ia fazer muito frio naquele dia. O brilho do sol e a semiescuridão que ainda dominava o ambiente escondia a feia paisagem, que praticamente era um grande charco, com poucos pontos elevados. Além do rochedo que estavam, tinha um outro rochedo à distância onde ficava o castelo de Letto, o centro do poder do reino de Ockley. Mas entre um e outro o caminho era plano e alagado. Um cheiro nauseante subia mesmo naquela altura considerável, indicando que ia ser uma viagem até o castelo breve porém muito desconfortável.

    - Espero que todos tenham água no canil. Não vamos encontrar água potável nenhuma quando descermos. disse Peter.

    Enquanto prendia os animais que ele segurava o arreio a uma árvore retorcida que tinha nascido ali no meio da rocha com pouquíssima terra e praticamente por um milagre. Arrumou ração para eles comerem e encheu de agua uma panela para que eles se aliviassem da sede.

    Escondiam-se atrás das pedras, pois logo estaria totalmente claro e poderiam ser vistos a longa distância na planície abaixo. Sem que ninguém falasse nada, ficou tácito que somente sairiam dali quando o sol se pusesse, quando poderiam fazer a pequena viagem sem serem vistos.

    - Não poderemos acender uma fogueira, sob pena de sermos vistos. Mas ainda temos comida o suficiente para uns dois dias, então não vai ter problema.

    Estava examinando as bolsas pesadas que tinha tirado de cima dos cavalos e com a ajuda de Ronald, eles começaram a distribuir carne e pão para todos comerem. Como escudeiro, cabia à Peter fazer todo esse trabalho de montar e depois desmontar o acampamento. Ronald, entretanto, embora fosse um cavaleiro sempre o ajudava nisso. Tinha sido assim desde que ele o tinha salvo de uma espada de um ockliano a alguns anos. A amizade dos dois era forte desde então. Trabalharam em silêncio e de maneira eficiente até se darem por satisfeitos. Todos poderiam dormir agora, mesmo que em turnos para manter uma vigilância estrita.
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    #3 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

    • Petrucio Richtoffen
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  • ID: 36

    Postou 09 agosto 2011 - 06:22

    Com o acampamento montado, mesmo que de maneira parca, todos suspiraram aliviados por poderem enfim descansar da pesada jornada. Não havia um único homem que não estava com o corpo moído de cansaço naquele momento. Petrúcio não era diferente de nenhum deles. Depois que viu a organização que Ronald e Peter fizeram, procurou uma pedra para sentar-se e a ergueu e colocou perto de uma parede de rocha. Parecia besteira fazer isso, claro, mas queria ter o mínimo conforto ao menos, pois logo que anoitecesse, eles começariam a missão e queria estar em toda sua potência. Menos cansado ao menos.

    As horas passaram lentamente. Aos poucos as pessoas se ajeitaram pelo espaço. Alguns se estenderam no chão duro e tentaram dormir, enquanto outros procuraram comer alguma coisa. Ao final da manhã todos estavam ansiosos e achando o período de descanso longo demais. A sensação parecia unânime de quanto antes saíssem dali melhor.

    Foi nesse momento que Petrúcio lembrou-se do aparelho que o homem da outra dimensão tinha trazido. E do pensamento passou à ação e levantou-se de onde estava e procurou Maurice, questionando-o.

    - Acho que devemos estar próximos o suficiente para tentarmos alguma comunicação. Podemos tentar agora?
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    #4 Membro offline   Maurice Pettyfer Ícone

    • Maurice Pettyfer
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  • ID: 11

    Postou 12 agosto 2011 - 09:24

    Era um homem absolutamente exausto que estava deitado sob aquele infernal chão duro totalmente inconsciente quando ouviu alguém o chamando e depois o cutucando. Maurice podia ser um arqueólogo que vivia em campo fazendo investigações e estar em excelente forma. Mas o que aqueles homens faziam era algo absurdo. Passaram vinte horas, isso mesmo, ele contou as horas, vinte horas sobre um cavalo e depois andando. Por isso mesmo quando chegaram ao lado de fora do extenso e escuro túnel, Maurice arrastou-se para um canto qualquer e dormi antes mesmo de pensar que deveria fazer isso. Não queria acordar de qualquer forma, ainda continuava exausto. Mas não teve como não atender ao pedido de urgência do homem à sua frente.

    Quando foi finalmente inevitável, Maurice abriu os olhos que demoraram a pegar foco, e viu o general lá, quer dizer o chefe do bando... Ah! o chefe da tal Academia de Armas, que seja. Descabelado, faminto e certamente com a roupa toda suja, era assim que ele sentia-se enquanto sentava-se sentindo absolutamente todos os seus músculos doloridos. Esforçou-se para não reclamar, e lembrou-se mais de uma vez enquanto sentava-se de que fazia isso por sua irmã e ela valia o sacrifício. Somente assim para ele não xingar alguns palavrões por ter sido acordado do seu sono de pura exaustão.

    Para piorar seu mau humor, o homem parecia como se tivesse plenamente descansado e arrumado, a armadura brilhante perfeitamente arrumada, como se não tivesse sido tirada. Como isso era possível? Por fim, após pelo menos cinco minutos sem falar nada enquanto tentava se sentar, Ele confirmou com a cabeça.

    - Sim, vou pegar e tentamos agora.

    Isso posto, foi outra batalha ele levantar-se e dirigir-se à bolsa de couro onde estavam suas coisas. Em que momento ele tinha se transformado num velho que não conseguia nem levantar-se do chão ou andar sem mancar? Tudo bem ele não era velho, apenas não aguentava o mesmo batente que os outros cavaleiros aguentavam pelo jeito. Mas isso não deveria ser assim. Estava péssimo, não somente pelas dores, mas por sentir-se inferior àqueles homens. Enfim achou sua bolsa jogada no chão e agachando-se com alguns gemidos pegou o comunicador e voltou até onde o xerife, quer dizer o cavaleiro todo poderoso estava. Conferiu se a pilha estava no local, e depois apertou a tecla “power”. Depois de arrumar os botões até ter certeza de que estava na frequência adequada e que iria falar com o walk-talk da irmã, finalmente apertou o botão e esperou um minuto para ver se ela respondia à campainha. Estava ciente de que essa tentativa de comunicação poderia ser perigosa para ela, por isso demorou mais cerca de um minuto antes de perguntar.

    - Alô! Michelle? Está ai? Está me ouvindo? Câmbio!
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    #5 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

    • Petrucio Richtoffen
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  • ID: 36

    Postou 15 agosto 2011 - 09:00

    A demora inicial parecia não somente longa, mas altamente preocupante tanto para Maurice quanto para Petrúcio que esperava. O chiado que surgiu e depois o som de estranho apito pareceu promissor para o duque. Para a alegria dos dois, houve uma resposta, a correta, a que estavam esperando. Michelle a irmã do arqueólogo respondia a ele:

    - Alô! Maurice? Não acredito! É você mesmo? Sabe onde estou? Por favor, me ajude a fugir daqui!link

    Pareceu natural para Petrúcio pegar o instrumento. E falar ele mesmo com ela. Sendo um homem inteligente, apertou o botão como viu o homem fazendo e falou rapidamente.

    - Sou Petrúcio, general da Academia das Armas de Vaywa. Estamos próximos ao castelo onde está. Preciso saber como estão a rainha e o príncipe. E qualquer informação que puder nos passar além disso. Para resgatar, temos que saber como invadir o castelo para libertá-los.

    Esperou um pouco pela resposta, mas estava ansioso e francamente maravilhado com o útil instrumento. Por isso apertou o botão e falou novamente.

    – Tem um cavaleiro de nome Sean aí, você o viu? Ele pode nos ajudar nesse resgate se tiver conseguido entrar no castelo.
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    #6 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

    • Petrucio Richtoffen
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  • ID: 36

    Postou 22 agosto 2011 - 13:23

    Não demorou muito para ouvir a resposta, que foi muito bem recebida por ambos os homens.

    - A rainha está bem, e o príncipe agora está melhor, embora tenha ficado nas masmorras todo esse tempo. E sim, tem um cavaleiro Sean e uma moça, e eles já estão organizando para fugirmos. Vou passar para Hayden e ela lhe explicará.

    Petrúcio não reconheceu o nome da mulher, mas imaginou que era alguma criada do castelo que estava ajudando. Depois lembrou-se do homem da floresta avisando que tinha uma deles com Sean. Esperou um pouco e logo outra voz era ouvida:

    - Sou Hayden e vim com Sean para ajudar no resgate. A rainha e Michelle estão bem de saúde e já avisadas da fuga. Sean já arrumou como sairmos do castelo através de uma saída secreta. O único porém, é que fica dentro do quarto do rei e o príncipe está na torre norte, bem distante dele. Mas vamos resolver isso até a noite. Na hora do jantar os corredores ficam vazios e uma criada vai providenciar cerveja para os guardas que ficam de plantão, com sonífero.

    Não quis perguntar sobre isso, embora tenha estranhado a forma esclarecida que ela falou. Entretanto, voz e a pronúncia correta das palavras indicava que ela tinha educação e não acreditava que uma criada tivesse essa facilidade de comunicação e de ideias. Não sabia mais o que pensar, mas preferiu manter-se em silêncio enquanto a ouvia. Estava tão intrigado que não falou nada quando ela parou de falar e deu-lhe tempo para pensar e perguntar enfim.

    - Onde sai essa saída secreta? Podemos enviar algum soldado para os ajudar na fuga, e esperar para os ajudar. Estamos com cavalos, e o homem que nos encontrou na floresta disse que você sabe uma rota de fuga mais rápida do que pela gruta nas montanhas. Pode me informar sobre isso?
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    #7 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

    • Petrucio Richtoffen
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    Postou 28 agosto 2011 - 11:43

    - Não tenho certeza sobre onde sai. Mas deve ser próximo às montanhas rochosas, ou onde o pântano tem algumas arvores pequenas e retorcidas. Só vejo esses dois lugares como possibilidade para a saída do túnel. De outra maneira, seria até perigoso uma fuga que seria logo descoberta. E a intenção do túnel é justamente essa não é mesmo? Ocultar quem está saindo do castelo. E é melhor não enviar ninguém, eu e Sean estamos aqui como criados qualquer outra pessoa pode dar na vista. a pausa foi menor dessa vez e Petrúcio nem pensou em falar algo: - Vocês estão aonde? Nas montanhas? O melhor a fazerem é irem para o pântano e se esconderem por lá. Seja onde sairmos do túnel, teremos que nos encaminhar para o pântano mesmo, que é onde está essa saída que Mandor lhe disse.

    Concordando com todo o plano, o cavaleiro avisou, então.

    - Sairemos daqui tão logo escureça. Não é muito longe daqui, e esperaremos vocês lá. Mas ainda acho melhor mandar algum homem para apoiá-los nessa fuga. Vai ser muito perigoso, você sabe. E ficaria mais tranquilo com mais um homem ao menos ai dentro.

    Na verdade, Petrúcio pretendia ir ele mesmo. Não confiaria a vida da rainha e do príncipe a mais ninguém, se possível. Confiava em Sean e sabia que era tão bom cavaleiro quanto ele, mas mesmo assim, preferia agir pessoalmente nessa missão.
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    #8 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

    • Petrucio Richtoffen
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    Postou 27 setembro 2011 - 10:24

    —Não precisa de mais ninguém. Já está perigoso da forma que está. Mas se quiser, lhe aviso o local da saída, assim que souber. Vou ter que desligar o aparelho, pois está com pouca energia, acho. Mas ligo quando anoitecer.

    Ao ouvir essas palavras Petrúcio quase desligou o aparelho, mas para sua satisfação veio uma outra voz naquele bendito objeto e dessa vez apesar do tom metálico reconheceu imediatamente a voz de seu amigo.

    - Petrúcio sou eu Sean. A saída da passagem secreta é no bosque sombrio ao fundo do pântano do desespero. A saída tem uma extensão de mais ou menos três quilômetros e vamos sair daqui à hora do jantar que é quanto não teria ninguém patrulhando os corredores. Aguarde-nos no bosque sombrio, está tudo sob controle agora.

    Mesmo sendo contra sua vontade aceitou o desejo de Sean, pois estando dentro da fortaleza ele sabia melhor que ninguém o melhor a fazer. Mesmo assim ele insistiu.

    - Tem certeza? Se deixar a saída aberta, eu vou com Ronald para ajudar na segurança dessa fuga. Não preciso entrar no castelo, apenas ficar no túnel.
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    #9 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

    • Petrucio Richtoffen
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  • ID: 36

    Postou 02 outubro 2011 - 19:15

    resposta Sean

    - Combinado então. Vou ficar com esse “aparelho” em minhas mãos. Avise-me assim que conseguir achar a saída do túnel e entrar. Começaremos a fuga imediatamente ao me avisar. Até a noite.

    A resposta animou o duque mais do que ele poderia expor para o arqueólogo ao seu lado. Ele era um homem de ação e ficar ali apenas esperando que a fuga ocorresse sem sua ajuda não era computado em sua cabeça como possível. Graças a Sean tinha esperança de alguma ação, mesmo que limitada. Tinha plena consciência do quão delicada era essa missão. E por isso mesmo aceitava estar apenas na retaguarda, ficando no túnel. Mas pelo menos era alguma ação. Melhor que nada, pelo menos em sua visão.

    Uma vez finalizada a conversa, entregou o aparelho para o arqueólogo de outra dimensão, agradecendo.

    - Pelo menos sabemos que sua irmã está viva e bem. E se der tudo certo, a fuga ocorrerá hoje mesmo. Arrume suas coisas e encilhe seu cavalo, partiremos em quinze minutos.

    O longo e inativo dia já estava mesmo no fim e não demoraria mais que meia hora para o pôr do sol. Petrúcio ergueu-se e começou a dar ordens a todos. Logo todo o acampamento improvisado estava sendo guardado nas bolsas de couro que eram colocadas no cavalos já encilhados. A organização militar era presente ali e nos quinze minutos restantes todos estavam realmente prontos para partir.

    - Temos que descer essas montanhas até o vale do pântano. Acredito que até chegarmos lá, sairemos da proteção das montanhas, mas ao mesmo tempo já estará totalmente escuro. Ronald confira no mapa, pois o caminho será muito perigoso para ser feito no escuro, muitos pontos em que se pode afundar sem retorno, segundo ouvi falar. E Peter, conto com você para nos ajudar a encontrar essa passagem secreta. Temos muito pouco tempo para chegar lá e entrarmos a tempo para ajudar na fuga. Absoluto silêncio a partir de agora e vamos ser rápidos.

    Discurso pequeno, mas certamente eficiente, pois todos montaram em seus cavalos para saíram imediatamente após Petrúcio falar.
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    #10 Membro offline   Ronald Colwell Ícone

    • Ronald Colwell
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  • ID: 39

    Postou 06 outubro 2011 - 20:02

    Ronald foi um dos últimos a subir sobre o cavalo. Também juntamente com o seu escudeiro, Peter, foi quem guardou as últimas coisas e colocou areia sobre a pequena fogueira apagando o fogo. Além disso ambos tentaram deixar o ambiente o mais limpo possível, sem nenhum pista que tinham passado ali. Quando saíram não tinham pegadas, nem indícios da fogueira. O cavaleiro deu graças aos céus pelo fato de estarem acampados no meio da rocha pura. Não deixariam nenhuma pegada dos cavalos no caminho.

    Embora estivessem quase numa fila indiana com um cavalo atrás de outro, Ronald esporeou seu cavalo até chegar ao líder que cavalgava em primeiro lugar na fila.

    - Conseguiu usar o tal instrumento? Estava ocupado ajudando Peter no acampamento e não ouvi se falou com Sean. Está tudo certo não é? Porque já ouvi dizer que os pântanos são malignos que muitos morrem ao entrar ali. Acredita que é melhor irmos para lá ao invés de seguir diretamente para o castelo?

    Não estava questionando a estratégia do duque, mas tinha claramente desconfiança de entrar num local que não conhecia nada e que existiam muitos relatos de morte misteriosas.

    - Entendi que deveríamos seguir para o castelo e acamparmos próximo. Não quero ser negativo e nem afrontar sua ordem, mas é que o pântano é o lado oposto do castelo que deveríamos ir...
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    #11 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

    • Petrucio Richtoffen
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  • ID: 36

    Postou 07 outubro 2011 - 18:43

    O duque conhecia Ronald a tempo suficiente para entender que ele só faria uma pergunta dessa com base em sua própria experiência. E obviamente a preocupação era correta. Mesmo assim, ele confiava em Sean e o conhecia desde criança. Se o cavaleiro de Bahluk dizia que deveria fazer isso, ele seguiria em frente sem pestanejar.

    - Sean descobriu uma passagem secreta no castelo que vai sair no pântano. Isso nos interessa, não somente pela passagem em si, mas também segundo ele, nossa volta ocorrerá também no pântano. Eu, você e Peter vamos descobrir a entrada dessa passagem secreta e se der, entraremos nela, para ajudarmos na fuga.

    Parou o que estava fazendo e olhou para Ronald diretamente nos olhos. Gostava de ver nos olhos de seus cavaleiros que tinha sido entendido e ia ser obedecido, sem reclamações. Numa batalha sempre era bom saber em que se podia confiar. Ronald já tinha dado inúmeras mostras de ser de confiança e um amigo. Mas hábitos não se perdem no meio do caminho. Petrúcio preferia agir sempre assim.

    - Sei que fez uma pergunta séria e que mereceu a resposta. Mas não precisarei me preocupar com você em obedecer não é Ronald? Vamos libertar a rainha e o príncipe mesmo que for à custa de nossa própria vida. Juramos nossa lealdade ao rei e devemos sempre nos lembrar disso. Sean não fez esse juramento e está em uma posição muito mais insegura que nós, sem questionamentos.
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    #12 Membro offline   Ronald Colwell Ícone

    • Ronald Colwell
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  • ID: 39

    Postou 09 outubro 2011 - 13:58

    O cavaleiro levou um susto com o questionamento do duque. Em tempo algum ele iria questionar qualquer ordem. Não somente porque tinha jurado lealdade e obediência ao rei e ao duque, mas principalmente por respeitar e admirar demais o cavaleiro à sua frente. Que apesar de ainda jovem, era enaltecido por todas as lendas como o melhor cavaleiro do reino de Vaywa. Foi por isso que respondeu rapidamente, quase fazendo uma reverência

    De forma nenhuma! Só perguntei Porque todos falam que o pântano é perigosíssimo. Muitos nunca voltam, e quero saber que não vamos correr riscos por nada. Mas se me garante que é o que deve fazer iremos imediatamente, sem mais reclamações, prometo.

    Estava envergonhado por ter dado oportunidade de ser questionado pelo Duque. Por isso esmerou-se em subir no cavalo o mais rapidamente possível demonstrando sua disposição em não atrasar mais nem um segundo a cavalgada até os pântanos. Foi para a frente da fila indiana como responsável pelo percurso. Estava tenso quando viu o fim da montanha e chegou à planície que antecedia o extenso e mal cheiroso pântano que dominava praticamente todo o país de Ockley.

    Muitas vezes ele parou o cavalo e desceu, investigando qual o melhor percurso nos perigosos e alagados caminho. Deu graças aos céus o fato de que pelo menos a escuridão e algumas esparsas árvores os escondiam de qualquer habitante do hostil país.

    Logo entraram nas árvores que anunciavam o bosque sombrio, mais uma razão de preocupação. Mas foi ai que inesperadamente Ronald viu algo que não esperava. Uma formação de rochas, que se erguiam de maneira artificial na paisagem. Desceu mais uma vez do cavalo, e viu que eram feitas manualmente, e embora ocultas pelas árvores de maneira eficiente, eram perfeitamente visíveis para os corajosos que entravam no bosque de árvores retorcidas, com fama de habitação de fantasmas.

    Não encontrou uma porta nas rochas, mas tinha agora a certeza de que eram certamente a tal saída secreta do castelo que erguia-se há uns três quilômetros de distância. Olhou para Petrúcio que estava ao seu lado, falando em voz baixa.

    - Deve ser o que estamos procurando, mas não vejo como pode ser uma saída secreta, não tem nenhuma porta a ser aberta. É apenas um amontoado de pedras sem utilidade.
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    #13 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

    • Petrucio Richtoffen
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  • ID: 36

    Postou 13 outubro 2011 - 19:41

    No mesmo momento em que Ronald desceu de seu cavalo, Petrúcio desceu, e imediatamente começou a examinar a formação de rocha e pedras soltas. Mesmo na escuridão quase dominante agora, não existia dúvida de que aquilo tinha sido construído e não era uma formação somente da natureza.

    - Faz sentido. E não vi outro lugar que poderia ser a saída secreta.

    Procurou à sua volta até achar alguns pedaços de galho de árvore caído no chão. Depois foi até o cavalo e tirou da bolsa em seu lombo um pedaço de trapo embebido em piche. Demorou alguns minutos, mas logo fez várias tochas. Viu que Ronald tinha entendido o que estava fazendo e acendido uma fogueira pequena. Encostou as tochas na fogueira e elas logo acenderam. Explicou calmamente.

    - As árvores esconderão o fogo. E precisamos de luz para achar a entrada.

    Não perdeu tempo explicando mais nada. Deixou que o resto descesse dos cavalos e se ajeitasse em volta. Sentiu na mesma hora que se dirigiu ao amontoado de pedras que estava no local certo. Uma corrente elétrica percorreu seu corpo, avisando-o que a ação estava próxima. Chegou a ficar satisfeito com isso. Os últimos dias tinham sido difíceis demais, e não era um homem de muita paciência. Preferia a ação, sempre.
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    #14 Membro offline   Ronald Colwell Ícone

    • Ronald Colwell
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  • ID: 39

    Postou 14 outubro 2011 - 19:30

    Não existia uma forma de abrir aquela porta pelo lado de fora. Ou pelo menos nenhuma forma que Ronald e Petrúcio tenham descoberto na última hora passada. Os outros membros da caravana já tinham se ajeitado, todos descendo dos cavalos e os deixando ainda encilhados mas presos a uma árvore, com ração o suficiente para comerem.

    Ao fim ambos cansaram-se da busca e aceitaram pedaços de carne e pão que Peter tinha trazido. Ronald olhou para o cavaleiro enquanto comia sem vontade a carne fria. Estava desanimado, achava que poderiam enfim entrar e resgatar o príncipe. Toda essa missão tinha sido um tédio do início ao fim. Não que gostasse especialmente de mortes e batalhas. Mas era preferível a essa situação morna sem ação nenhuma.

    - Temos que descobrir como abrir essa passagem. E não existe como não ter alguma forma de entrar. Só está escondida para nós. Não achamos ainda o local que abre essa porta...

    Continuou a comer em silêncio e olhou novamente o chefe antes de perguntar.

    - Não seria o caso de usarmos aquele aparelho mágico? Às vezes Sean sabe como abrir essa porta e poderemos ajuda-lo se conseguirmos entrar.
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    #15 Membro offline   Peter Reeves Ícone

    • Peter Reeves
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    Postou 21 outubro 2011 - 19:18

    Foi então, nesse exato momento, que Peter decidiu a situação com o que seria encontrado uma trapalhada por todos. Ao tentar passar com uma pequena panela cheia de água para fazer uma sopa, ele tropeçou numa raiz de uma árvore retorcida que ele não tinha visto com a pouca iluminação.

    Foi ao chão com estrondo. A panela caindo ao lado e desperdiçando toda a preciosa água. Para não conseguir cair, o escudeiro pegou num galho dessa árvore e a forma como esse cedeu na sua mão, o fez cair sem esperar alguma coisa. Na verdade, sem que soubesse ele tinha encontrado a “chave” daquela porta. O galho falso na árvore era apenas o mecanismo que abria a porta de pedra falsa. Era pequena a entrada, mas definitivamente era a entrada para a tal passagem secreta descrita por Sean.

    Peter olhou para a entrada, e tentou avisar o duque e Ronald, antes que esses caíssem sobre ele xingando-o pelo barulho que tinha feito ao cair.

    - A entrada! Olhem, abriu!

    Só esperava que esquecessem dele por um momento, e pudesse erguer-se com o mínimo de dignidade possível naquela situação constrangedora.
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    #16 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

    • Petrucio Richtoffen
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  • ID: 36

    Postou 24 outubro 2011 - 12:19

    Uma alta e longa pedra deslocou-se fazendo um barulho rouco que chamou a atenção de todos. O breu que escondia atrás dela, parecia não somente enigmático mas perigoso. E se não fosse a chamada passagem secreta, mas uma armadilha ou simplesmente um poço sem fundo? Uma rota direta para as temíveis masmorras do castelo de Letto? Todo o cuidado era necessário nesse momento, e todos perceberam exatamente isso, ficando estáticos apenas olhando o insondável caminho que não dava para ser descoberto o enigma sem enxergarem nada. Petrúcio resolveu o assunto entrando com uma tocha no local.

    O caminho era bastante acidentado e passava pelo subsolo. Como estavam num terreno pantanoso o túnel era úmido e com forte cheiro de mofado, mas apesar disso parecia não ter nenhum obstáculo aparente. Logo decidiu que deveria ser mesmo o que estava procurando. Olhou para os outros homens avisando.

    - Murilo, Peter e Maurice, vocês ficam aqui. Fiquem atentos, e nos avisem de qualquer coisa. Ronald venha comigo, eles podem precisar de nossa ajuda nessa última hora.

    Não esperou para ver se era obedecido, apenas entrou no túnel, sem pensar mais. A tocha além de cheirar muito forte, não iluminava muita coisa, mas era melhor que o breu absoluto que existia antes. Logo começou a andar mais rapidamente ao perceber que o caminho tinha chão de pedra e as paredes embora mofadas e molhadas também eram de pedras, indicando que o caminho era mesmo o que tinha pensado que era, ou seja, a passagem secreta que iria utilizar na fuga.
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    #17 Membro offline   Peter Reeves Ícone

    • Peter Reeves
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  • ID: 42

    Postou 28 outubro 2011 - 08:33

    Mesmo contrariado por ter sido deixado para trás, Peter percebeu que não poderia nem mesmo reclamar. Queria estar na ação, mas com um pouco de sorte algum cavaleiro de Ockley passaria por ali e ele seria o único a salvar os outros dois. Percebendo a ironia do pensamento, pois seria muito improvável que encontrassem alguém pela frente, principalmente pela localização onde estavam, ou seja, o pântano da morte.

    Viu o Duque e Ronald entrando no buraco escuro que era aquele túnel e simplesmente suspirou, virando-se para os outros dois, com alguma autoridade na voz pela primeira vez.

    - Vamos acender uma fogueira e fazer alguma coisa para comer. Murilo, não convém nessa altura tirar as selas dos cavalos, mas procure alimentá-los e dar agua. Com cuidado, pois a água é pouca, e não podemos beber nenhuma aqui desse pântano, dizem que é envenenada.

    Continuando a examinar os arredores, ele percebeu que estavam sozinhos mesmo e permitiu-se suspirar aliviado. Enquanto retirava da bolsa que tinha sobre a sela de seu cavalo pão e carne, avisou.

    - Vamos ao menos esquentar um pouco de água, e quem sabe fazer uma sopa. Acredito que todo aqui está com fome depois de tantos dias comendo apenas carne e pão.
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    #18 Membro offline   Maurice Pettyfer Ícone

    • Maurice Pettyfer
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    Postou 31 outubro 2011 - 12:21

    O arqueólogo estava dividido entre a vontade de ficar quieto num canto e longe, portanto, de qualquer perigo e a outra, desconhecida para si mesmo até aquele momento de entrar naquele túnel escuro e tentar resgatar sua irmã. Ambos tinham seguido a profissão dos pais, e sem nem mesmo perceber sentia agora o qu8anto dependia de sua valentia e espírito indomável da irmã. Não queria fazer menos do que ela faria se ele fosse o sequestrado. E por isso mesmo sentiu-se péssimo ali, ficando para trás na busca quando deveria liderar essa. Para tentar controlar essa irritação decidiu reclamar.

    - Por mim eu apagaria esse fogo. Não devem demorar a retornar e não vai dar tempo para legume nenhum cozinhar. E depois pode ser perigoso se alguém ver o brilho dessa fogueira. Mesmo entre as árvores, esse lugar devo poder ser visto do castelo. Não é seguro ficarmos brincando de casinha.

    Não sendo suficiente para substituir a sensação de impotência, Maurice jogou-se pesadamente no chão e recostou-se numa árvore retorcida. O cheiro do pântano era insuportável, mas estava tão cansado que nem se importou com isso tudo. Só queria mesmo era sair dali com sua irmã em segurança.
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    #19 Membro offline   Petrucio Richtoffen Ícone

    • Petrucio Richtoffen
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  • ID: 36

    Postou 13 novembro 2011 - 17:00

    Enquanto essa conversa acontecia os dois homens seguiam em silêncio. O túnel não tinha nenhuma dificuldade ou armadilha aparente. Considerando que provavelmente era uma rota de provável fuga do rei, fazia sentido que fosse assim, plano e embora longo quase sem nenhuma curva. O único inconveniente era mesmo o mofo tão tenso que Petrúcio chegou a tossir algumas vezes. Mas o que poderia ser diferente, considerando que estavam abaixo das terras alagadas de Ockley?

    Já tinham percorrido um bom caminho, quando enfim viram uma tênue luz à frente. Por instinto, encostou-se à parede, para ver quem estava vindo. Esperava com todas as forças que fossem os fugitivos e não soldados de Ockley. Logo percebeu que era a segunda opção que vinha. Era apenas uma única tocha, e percebeu que tinham apenas três pessoas, um homem e duas mulheres à frente. Não dava ainda para divisar quem eram. Pensou que poderiam ser o príncipe, mais a rainha e a irmã do estrangeiro, Maurice. Mas em pouco tempo viu que suas esperanças eram falhas. Era realmente o príncipe, mas acompanhado por duas mulheres, uma bem jovem, quase uma garota e uma mais velha, mas muito bonita. Pensou que a estrangeira poderia ser uma das duas. Mas o fato da rainha não estar ali, o fez ter um baque no coração. Por Merlin que não fosse ele quem diria que não tinha resgatado a rainha ao rei Zemune.

    - Drake? É você? Graças a Merlin! E onde está sua mãe?

    Por dentro continuava rezando para que a resposta fosse alguma coisa do tipo ela já está vindo, ou já escapou. Não conseguiria dar ao rei que sua amada esposa estava morta.
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    #20 Membro offline   Drake Crawford Ícone

    • Drake Crawford
    • Informações do RPG
  • ID: 9

    Postou 20 novembro 2011 - 21:42

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    Drake quase chorou ao ver a outra tocha. Nem por um momento pensou que seria o inimigo. Só conseguia pensar que estava muito próximo de estar livre. Seis meses de torturas, fome, sede e condições desumanas. Tudo isso poderia ser esquecido, e seguiria em frente. Pelo menos assim ele esperava.

    A alegria ao ver Petrúcio foi tanta que ele gargalhou enquanto largava a tchã nas mãos de Glenda e o abraçava. Não tinha esquecido da mãe, mas precisava por para fora o alivio que era ver uma cara conhecida.

    - Nunca pensei que fosse ver essa cara feia novamente Pet. E não se preocupe, ela está vindo. Pensei em voltar para buscá-la depois de colocar Amy e Glenda em segurança.

    Somente então se deu conta que não tinha apresentado as duas. E foi com vergonha que admitiu que ambas eram de Ockley. Por mais que sinceramente confiasse nelas, sabia que seu pai não aceitaria que estivesse casado com a filha do inimigo. Nem sabia o que faria com as duas na verdade.

    - Essa é a princesa Amy Ockley, filha de Melifius. Ele nos obrigou a casar, e por isso fugimos juntos. Não poderia deixá-la para a fúria de seu pai. E essa é sua aia, Glenda.
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